PLANTÃO ÚLTIMO SEGUNDO

25 setembro 2008

Neto apresenta propostas

O candidato a prefeito de Salvador ACM Neto dos Democratas esteve na Faculdade 2 de Julho para um debate com os estudantes, ocasião em que apresentou suas propostas caso seja eleito prefeito da capital. Antes do debate, o candidato conversou com Fagner Abreu Do Espaço Novo Jornalista e Folha Salvador.

Fagner Abrêu: A construção do metrô criou um problema sério entre o seu grupo político, as empreiteiras, o Partido dos Trabalhadores e Governos Estadual e Federal. Como resolver este impasse do metrô caso seja eleito? O metrô vai sair?
ACM Neto: Bem. Em primeiro lugar eu desconheço esse fato que envolve as empreiteiras, como você está dizendo. Eu vou fazer a minha parte. Vou trabalhar pelo bem estar do povo de Salvador. Não vou ter receio de ir conversar com o governador Wagner para trazer projetos para Salvador assim como para o presidente Lula. Mas não vou ficar correndo atrás. Cada um sabe de suas responsabilidades. O metrô de Salvador chegando até a Rótula do Abacaxi ou até a Estação Pirajá vai continuar sendo o menor do mundo. Queremos estender o metrô de Salvador para ele atingir uma quantidade maior de pessoas. Queremos implantar o Veículo Leve sobre Trilhos explorando canteiros como a Bonocô e Avenida Paralela. O metrô de Salvador vai sair, ou melhor, tem que sair, pois daqui a alguns anos teremos a copa do mundo de futebol e Salvador almeja ser uma das sub-sedes.

F.A.: O senhor entrou em atrito na época do “mensalão” com o presidente Lula, fato que tem sido explorado pelos seus concorrentes. Como o senhor pretende manter boas relações com os Governos Estadual e Federal considerando estes fatos? Isto não coloca em dúvida a tese de que o senhor representa uma mudança em relação a política tradicional baiana?
ACM Neto: Essa é uma boa pergunta. Em 2005 houve um escândalo de corrupção no país envolvendo o Governo Federal. Componentes do governo envolveram-se em desvios de dinheiro público, dinheiro do povo. Eu acho um absurdo, dentro desses seis anos de mandato como deputado federal e inúmeros pronunciamentos na tribuna da Câmara as pessoas se aterem a apenas um pronunciamento e desqualificarem a minha qualidade como político. Naquela época eu estava iniciando a minha carreira política e, assim como qualquer brasileiro, fiquei indignado com o fato. Mas isso eu acho que já foi superado. Sou uma pessoa experiente e quero administrar Salvador com decência.

F.A.: O senhor poderia detalhar sua proposta a respeito do projeto Big Brother Bairro? Tem algum projeto integrado com as polícias? Quantas câmeras serão instaladas?
ACM Neto: Eu tenho sido muito criticado pelos meus concorrentes em relação ao projeto. Esse projeto já deu certo em cidades como Madri, Londres, Bogotá, São Paulo. Bogotá era uma das cidades mais violentas do mundo e com uma política contra violência bem planejada, conseguiu reverter este quadro. Vamos criar a Secretaria de Segurança e Prevenção à Violência que, não só planejará todas as ações municipais na área, como contará com uma efetiva Guarda Municipal. A princípio vamos instalar as câmeras nos bairros mais violentos de Salvador. E ao contrário do que meus concorrentes estão dizendo, que o projeto não dará certo porque os bandidos vão destruir as câmeras é bom salientar que elas são blindadas.

Pinheiro apresenta suas propostas

O candidato a prefeito de Salvador pelo PT, Walter Pinheiro, esteve na Faculdade 2 de Julho para um debate com os estudantes. Pinheiro abordou suas propostas para a capital caso seja eleito prefeito. Antes do debate o candidato falou com Fagner Abrêu do Espaço Novo Jornalista e do Folha Salvador.

Fagner Abrêu: O senhor, em suas propagandas políticas, tem apregoado a necessidade de uma ação conjunta entre os Governos Estadual e Federal. Não é um equívoco defender a necessidade de o prefeito ser do mesmo partido do governador e do presidente considerando que independentemente da sigla partidária, se governa para a população? A demora da definição em quem o governador Wagner e o presidente Lula apoiariam prejudicou sua campanha?
Walter Pinheiro: Bem. Em minha campanha eu não tenho dito que é necessária uma ação conjunta entre os Governos Federal e Estadual. Tenho dito que com a parceria dos dois governos será mais fácil governar, pois conheço bem o presidente Lula e o governador Wagner, fomos militantes partidários e fundamos o Partido dos Trabalhadores. Com essa parceria, é claro que será muito mais fácil governar e conseguir recursos para a cidade. Agora, o que prejudicou um pouco nossa campanha foi a definição das prévias. Somente em maio que foi lançada a minha candidatura, isso foi o que mais prejudicou. E em relação ao apoio do governador Wagner ele já deixou claro quem é o candidato dele para Salvador.

F.A.: Conforme o censo do IBGE-2000, o déficit habitacional de Salvador é de 85.429 habitantes. Porém, atualmente, este dado já deve se aproximar a 100.000 habitantes. O senhor tem algum projeto para diminuir estes números? Existe verba para a realização?
W.P.: Salvador tem um déficit habitacional que beira os 100.000 habitantes. Isso foi devido ao crescimento desordenado que a cidade sofreu durante muitos anos. As pessoas vinham do interior para estudar em Salvador e aqui ficavam depois de formados, ocasionando o inchamento populacional, dentre outros fatores. No governo do presidente Lula foram criadas duas universidades federais, a do Recôncavo e a do São Francisco, e uma terceira está por vir que, a do Oeste. Com essas faculdades instaladas no interior baiano as pessoas deixarão de vir pra Salvador. O que queremos fazer é dar uma cara nova pra Salvador, investir em infra-estrutura urbana. As pessoas estão construindo casas desordenadamente em lugares de risco, desmatando áreas que deveriam ser preservadas. O Cidade Verde é um dos nossos projetos, em parceria com Wagner e Lula vamos integrar as ações de saneamento, habitação e proteção ambiental. Vamos implantar o Ronda 24h onde a polícia vai está mais perto da população, as viaturas não poderão sair dos bairros e os policias vão cobrir uma área de três quilômetros quadrados. Vamos ampliar as ações do Pronasci, o maior e mais completo programa de segurança já realizado no Brasil.

F.A.: O PT de Salvador é contra esse PDDU proposto pelo prefeito João Henrique. O senhor tem dito que irá fazer uma discussão pública em relação ao PDDU. Quais são as críticas que o senhor tem em relação ao plano e como será essa discussão pública?
W.P.: Nosso governo vai ser o mais democrático possível. Vamos sempre pedir a opinião da população em relação as nossas atitudes no governo municipal. Em relação ao PDDU ele tem uma série de problemas e precisamos revê-los. O PDDU atual deixou o subúrbio e os bairros populares de lado, entregou a orla marítima e a paralela a interesses imobiliários e não apresentou solução para a moradia do povo. Temos que revitalizar Salvador. Um bom plano diretor contribuirá para a melhoria de diversos setores da cidade. Daqui a alguns anos, teremos a Copa do Mundo de Futebol e Salvador não poderá ficar de fora. Luto para que o novo estádio seja na Fonte Nova e não na Paralela, pois assim iremos fortalecer a região da cidade baixa, do subúrbio. Se for na paralela vamos fortalecer a região do Litoral Norte e de cidades da região metropolitana de Salvador, fugindo totalmente dos nosso interesses. Proponho sim uma revisão desse PDDU que, do jeito que está, não nos favorece em nada.

Hilton Coelho apresenta suas propostas

O candidato a prefeito de Salvador pelo PSOL, Hilton Coelho, esteve no auditório da Faculdade 2 de Julho nesta quarta-feira 3 de setembro para debate com os estudantes. Hilton respondeu perguntas sobre seu plano de governo, suas propostas, sobre como ele agiria uma vez eleito, considerando a grande resistência na Câmara Municipal, a questão da segurança pública, entre outros. Hilton concedeu uma entrevista exclusiva a Fagner Abrêu do Espaço Novo Jornalista e Folha Salvador antes da palestra e apontou alguns problemas que a cidade vem tendo assim como a importância desse diálogo com os estudantes.

FAGNER ABRÊU: Qual é a importância desse diálogo com os estudantes?
Hilton Coelho: É uma importância muito grande. Estamos fazendo uma preliminar do que seria o nosso próximo governo. Para nós existe uma possibilidade de transformar a vida de Salvador em uma forte mobilização da sociedade na política. O segmento universitário é sem dúvida um segmento privilegiado porque tem responsabilidade social, principalmente em pensar a pesquisa e extensão.
Não podemos pensar em nossa cidade de maneira imediatista, superficial, mas sim em longo prazo. Esta relação tem sido muito pouca aproveitada nas administrações. Essa é uma das nossas críticas. O vínculo dessa administração municipal com a população universitária é muito fraco. Eu costumo dizer que a pesquisa e a extensão universitária não podem se transformar em prestação de serviço para a prefeitura. Elas têm um significado muito mais profundo que isso e em função dessa característica elas se tornam muito subaproveitada.

F.A.: Nas pesquisas de opinião, os candidatos do PSOL têm percentual pequeno de votos, em todo o país. Então, na prática, nem sempre se está falando na possibilidade de vitória imediata nas urnas. Qual a importância de se ter um partido de “resistência” como diz seu slogan de campanha, nas eleições?
H.C.: O PSOL é um partido novo e esta é a sua primeira eleição para prefeito e vereador em Salvador. O que eu costumo dizer que o que vai ser revelado nas urnas é uma incógnita. Salvador, inclusive a Bahia, tem demonstrado um resultado surpreendente.
Na eleição passada, um candidato estava confirmado para ganhar no primeiro turno, e outro candidato foi o vencedor. Para nós, esses resultados expressivos são questionáveis no sentido deles terem dificuldade de captar a dinâmica do processo eleitoral. Concluo dizendo que o PSOL pode ser um partido pequeno na situação inicial de construção, mas ele é grande nas idéias.

F.A.: O candidato João Henrique em debate realizado ontem aqui na Faculdade 2 de Julho falou muito da conquista da autonomia da cidade em seu governo. Essa autonomia existe? E se não existe, como seria?
H.C.: Ela existe. A prefeitura tem uma margem de mão-de-obra para fazer investimento na cidade como por exemplo na Secretaria de Saúde e Educação que precisa de mais recursos. A prefeitura tem arrecadação própria que é bem expressiva e vem aumentando no último período. Porém Salvador passa por uma situação muito difícil na aplicação desses recursos. A prefeitura se preocupa em atender interesses particularistas do empresariado. Infelizmente muitos desses recursos são desviados.
O caso do metrô é emblemático. Uma obra que parou muitas vezes e que, com o passar dos tempos, foi se encarecendo. É uma obra que começou com R$ 478 milhões de gastos e que agora já chega a R$ 1 milhão. Essas interrupções foram feitas através de denúncias de irregularidades. O que nós queremos é que o capital da prefeitura deixe de ser focado para o setor privado, mas sim para as pessoas que precisam.

F.A.: Seu jingle é um dos mais lembrados nas eleições desse ano em Salvador, mas é grande o desconhecimento dos eleitores sobre sua plataforma, aliás, sobre todas as plataformas. O senhor não teme ser apenas parte de uma letra de música?
H.C.: A música revela a identidade cultural do nosso povo e que é focado na nossa ideologia, como por exemplo, a afro-descendência. Os afro-descendentes são a maioria em nossa cidade. A música por si só já espelha pontos de vista em relação à massa, ainda que, em uma dimensão mais simbólica.
Os debates políticos têm sido poucos, apesar de existir uma enorme vontade da sociedade. A comunidade universitária vem querendo realizá-los, mas cerca de quatro debates em universidades e faculdades, foram cancelados em função da falta de disposição dos outros candidatos. No CEFET, por exemplo, chegamos a fazer o debate sozinhos. Esses debates programáticos nós estamos fazendo e disposto a fazer.
Em relação ao marketing da candidatura isso não é o ponto de vista principal para a nossa campanha. Nós não queremos posicionar nossa candidatura ao grande financiamento do empresariado porque isso cria laços com a administração pública. Optamos por uma campanha com menos recursos, cerca de 40 vezes menos que a do candidato que gasta mais.

João Henrique fala sobre suas propostas

O prefeito de Salvador e candidato a reeleição, João Henrique, esteve na Faculdade 2 de Julho para um debate com os estudantes na terça-feira. Foi uma oportunidade para apresentar suas propostas para um novo mandato caso seja reeleito. O prefeito deu uma entrevista exclusiva a Fagner Abrêu do Espaço Novo Jornalista e Jornal Folha Salvador antes do diálogo com os estudantes.

Fagner Abrêu: Em 2004, o senhor esteve na Faculdade 2 de Julho, como candidato, para um debate com os estudantes. Como se sente vindo agora como prefeito? Qual a importância desse diálogo?
João Henrique: Eu sinto uma grande satisfação de estar aqui. O diretor, professor Josué, é uma pessoa que eu admiro há muitos anos e a Faculdade 2 de Julho muito me honra pela sua tradição. Venho aqui porque entendo ser muito importante a participação dos estudantes no processo sucessório do comando da cidade, tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo. Acredito ser de fundamental importância essa participação. Dizer que na política não existe políticos de bem é querer generalizar. É como você condenar todos os profissionais de saúde por causa de uma falha médica realizada por outro profissional. Eu sou contra a esse alheamento, afastamento do cidadão em relação ao voto e participação na política. Como sou contra aos que defendem o voto nulo, como forma de protesto. Temos que participar para que possamos cobrar. Bertold Brecht já dizia: “o pior analfabeto é o analfabeto político”.
Está se chegando ao final do meu mandato. No Brasil, o mandato do Executivo é de quatro anos. Entendo que seja muito pouco tempo para você arrumar a casa, avançar em relação as conquistas, em uma sociedade que é muito desigual. As políticas públicas para distribuir melhor a renda, promover justiça social, sofrem muita resistência. Para acabar com essa desigualdade é preciso quebrar muitos privilégios, paradigmas, enfrentar certos poderes estabelecidos da comunicação local. Então fica mais difícil você promover uma distribuição de renda, sobretudo aqui no nordeste, onde existe um controle muito forte da mídia. Com isso quatro anos se faz um tempo muito exíguo. O mandato do poder Executivo no Brasil deveria ser entre cinco e seis anos. E se pudesse haver a coincidência das eleições melhor ainda, porque se reduz custo e o trabalho rende mais, tanto para os Estados quanto para os municípios.

F.A.: Todos os outros candidatos estão propondo que Salvador precisa de uma reforma educacional. Qual é a proposta da sua candidatura para a educação?
J.H.: A educação é o caminho que nós temos para a ascensão social. Salvador ocupava a 26ª posição no IDEB (Índice de Educação Básica) quando assumi a prefeitura. Tirando Brasília, nós temos 26 capitais, então a cidade detinha a última posição no IDEB. Atualmente ocupamos a 16ª posição.
A nossa meta é disputar o primeiro lugar. Em três anos passamos dez capitais, por que não conseguiremos partir para primeiro nos próximos anos? Por isso, qualificamos os professores, que tiveram reajustes salariais em 36% em três anos e meio, quando a inflação nesse período foi de 14%. Começamos nesses três anos o curso de inglês e para o ano teremos o curso de espanhol nas escolas.
Em relação à merenda escolar, nós temos 180 mil alunos, e eles têm como principal refeição do dia, a merenda. Quando assumi encontrei as crianças tomando chocolate com água. Hoje não! Hoje o cardápio é variado, nós melhoramos muito a qualidade da merenda.
O ensino informatizado com a qualificação e a capacitação iniciando-se também na sala de aula foi outra conquista. Atualmente, 100% das nossas escolas têm inclusão digital, têm ensino de computação, têm informática. Foi uma revolução silenciosa e queremos cada vez mais trabalhar na qualidade do ensino público de Salvador.
F.A.: Uma última pergunta candidato: Como especificamente a guarda municipal irá agir, o que a cidade poderá esperar de melhor em relação à segurança? A segurança é atribuição do governo e a prefeitura não tem verba para isso, de onde virá esse dinheiro?
J.H.: O problema que está imposto a Salvador, da violência, da segurança pública é conseqüência da desigualdade social, da concentração de renda que se cultiva no Brasil há muito séculos. A forma para alterar esse quadro seria uma educação de qualidade. A falta da educação, informação, oportunidade ao longo desses quatro séculos e meio de Salvador levou a essa situação, com o aumento da violência. Salvador viu sua população aumentar em 500 mil habitantes nos últimos oito anos. O equivalente a uma Feira de Santana. Isso causa um impacto social, econômico, e sobretudo na segurança pública muito grande.
É um crime transferir todo o problema da segurança pública para os municípios. A Constituição é clara quando diz que a segurança pública é responsabilidade do Estado. Para prevenir e dar segurança pública começamos com um programa chamado “Banho de Luz” reduzindo a violência. Ao assumir o comando da cidade encontramos um dado estatístico muito grave que era 20 assaltos a ônibus por dia. Atualmente são seis. Como nós reduzimos isso? Primeiro com faixa exclusiva para ônibus coisa que Salvador não tinha. Junto a isto instalamos câmeras filmadoras em 78% da frota. Cada ônibus possui quatro equipamentos e hoje já temos cerca de 1.880 dos 2.200 ônibus da cidade equipados com câmeras de segurança.
Estaremos criando o projeto “Trans-salvador” que será uma revolução no transporte coletivo e particular. Nós vamos também desconcentrar o transporte coletivo que hoje é única e exclusivamente dependente do tradicional ônibus para outros modais. O metrô, cuja primeira etapa vai ser entregue em dezembro, a via náutica, que já será aumentada até o mercado modelo e as ciclovias farão parte do projeto.

18 setembro 2008

Imbassahy fala propostas de governo ao Espaço Novo Jornalista

O candidato do PSDB a prefeitura de Salvador, Antônio Imbassahy, esteve na Faculdade 2 de Julho para um debate com os universitários nesta segunda-feira. Foi uma oportunidade para apresentar suas propostas para um possível mandato, caso seja eleito. O candidato conversou com Fagner Abrêu do Espaço Novo Jornalista e Folha Salvador antes do diálogo com os estudantes.

Fagner Abrêu: Candidato. O seu maior trunfo na campanha eleitoral é o desempenho dos seus governos anteriores. Nessa época o senhor tinha todo o apoio dos governos Federal e Estadual. Caso ganhe as eleições pelo PSDB, partido que não tem boas relações com o Democratas aqui na Bahia e que faz oposição ao governo do PT nacionalmente, como articular a base de sustentação do seu governo?
Antônio Imbassahy: Bem. Eu governei Salvador por dois mandatos pelo PFL, de 1997 a 2004. Com a Constituição de 1988 as prefeituras tiveram mais autonomia. As verbas que vêm do Governo Federal já caem direto nas contas da prefeitura, sem passar pelo Estado. Em relação ao governador Jacques Wagner nós fazemos parte da base de apoio do seu governo. Nós apoiamos a sua candidatura ao governo do Estado e com o presidente Lula eu tenho uma boa relação. No dia do lançamento da minha candidatura a prefeito de Salvador, o governador esteve presente e disse que muito alegrava a ele caso eu ganhe as eleições. Depois com a candidatura de Pinheiro ao prefeitura, candidato do seu partido, ele disse que era o candidato dele, o que é normal. Então não vejo que terei problemas em uma futura administração em relação aos governos Federal e Estadual.

F.A.: O prefeito João Henrique em entrevista ao Folha Salvador, afirmou que ao assumir a prefeitura encontrou a educação ocupando a 26ª posição no IDEB no ranking das capitais do país. Atualmente a capital ocupa a 16ª posição. Em tese, houve melhorias. O que o senhor vai manter e o que vai mudar caso seja eleito?
A.I.: Esse índice do IDEB não é padrão até porquê ele flutua muito. Mas em relação à educação em meu governo ela foi muito bem trabalhada. Construímos escolas municipais de primeiro e segundo graus, capacitamos os professores dando graduação plena, criamos o Portal Universitário, onde as faculdades privadas dão descontos aos professores da rede municipal para graduação e pós graduação, aumentamos o número de professores, merenda escolar de qualidade. Criamos o IPS, Instituto de Previdência do Servidor, e que com a gestão atual não está funcionando bem.

F.A.: Em seus dois mandatos o senhor construiu apenas 25 postos de saúde. Uma de suas propostas para essa gestão é construir 100 postos. De onde virá esse dinheiro, considerando que as dificuldades devem ser maiores?
A.I.: Quando acabou o mandato deixei 117 postos de saúde, todos eles funcionando, e funcionando bem. A maior receita que a prefeitura recebe em relação a saúde vem do Governo Federal e equivale a 75% um total de quase R$ 750 milhões. O restante é da receita do próprio município. Bem, para se montar um posto de saúde se gasta cerca de R$ 300 mil, sendo ele completo, com equipamentos. Então é possível. Eu consegui na outra gestão, sendo que naquela época o Brasil enfrentara inúmeras crises e os recursos estavam mais difíceis por parte do Governo Federal. Hoje o Brasil está mais preparado e não vejo dificuldades. Pretendo construir mais três maternidades para atender as regiões de Itapuã, São Cristóvão, Mussurunga, Subúrbio, Cajazeiras e Fazenda Grande. A vaga garantida para o parto onde ela, a mãe, ganhará uma carteira onde estarão contidos seus dados pessoais e mais o mês previsto para o parto e onde ela ganhará o bebê. É possível trabalhar para o bem estar do povo.

Antes de iniciar o debate com os estudantes, o candidato ainda falou sobre suas propostas em relação a cultura. Imbassahy afirmou que devido aos inúmeros problemas que a saúde, a educação, a segurança pública têm vivido na atual gestão, a cultura tem perdido espaço. Porém, o candidato frisou que Salvador é o berço cultural do Brasil e que este potencial tem que ser explorado. Ele afirmou que pretende revitalizar o Pelourinho e investir no poder cultural do povo de Salvador. Pretende criar espaços para eventos nos bairros e dar apoio às bandas de música, grupos de dança, teatro, artes, artesanato, capoeira, entre outros.

19 agosto 2008

Paratleta baiano é esperança de medalhas em Pequim

O campeão baiano de triátlon de 1998, Marcelo Collet, à época com 17 anos, fora convocado para disputar o mundial da modalidade na Suíça. O sonho foi interrompido por um acidente, envolvendo um carro e sua bicicleta, enquanto treinava na Avenida Magalhães Neto. O farol do carro atingiu sua perna esquerda, na altura do joelho, lesionando o nervo ciático, causando perda de parte da musculatura da perna. Começava aí a longa trajetória de superação do atleta que vai representar a Bahia nas Paraolimpíadas de Pequim.

A vontade de voltar a competir era tamanha que apenas quatro meses após a cirurgia, mesmo sem poder se movimentar direito, Collet caiu na piscina para fazer a fisioterapia e voltar a nadar. “Com o acidente eu perdi o movimento e a sensibilidade na perna esquerda. Tive que reaprender a utilizar meu corpo”, relata.

Sem condições para continuar no Triátlon, Collet investiu na natação paraolímpica. “Com o acidente eu acabei partindo para caminhos diferentes, conhecendo o esporte paraolímpico e, a partir daí, consegui renovar os meus objetivos”, conta o atleta.

Com o apoio do Comitê Paraolímpico Brasileiro e do Programa FazAtleta, Marcelo Collet já conquistou títulos importantes. No ParaPan Rio 2007, foi bronze em três provas individuais e ouro em revezamento. Agora, aos 27 anos, o atleta se diz pronto para disputar as Paraolimpíadas de Pequim, marcadas para o início do próximo mês. Para aumentar suas chances, ele treina no México, pois em altitudes elevadas o ar se torna rarefeito, sendo a oferta de oxigênio menor. Com isso, o corpo humano aumenta a concentração de glóbulos vermelhos o que ajuda a transportar melhor o oxigênio. “É a primeira vez que estou fazendo este tipo de treinamento. Já é uma técnica que vários atletas vêm usando para obter melhores resultados”, explica.

Falta de estrutura compromete presente e futuro do esporte em Salvador

Em pleno ano olímpico, a população de Salvador se depara com um problema que envolve a prática do esporte em todas as modalidades. A falta de infra-estrutura dos estádios e ginásios faz com que atuais e futuros atletas tenham dificuldades para evoluir do amadorismo para o profissionalismo, não conseguindo disputar grandes campeonatos.

No final de 2007, o Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova, foi interditado depois do acidente no jogo entre o Bahia e o Vila Nova, quando sete pessoas morreram após o desabamento da arquibancada. Com a tragédia, e por não apresentar dimensões oficiais, de acordo com os padrões nacional e internacional, o Ginásio Antonio Balbino (o Balbininho) foi também interditado.

Assim, não há espaço para o treino nas modalidades como basquete, vôlei, futsal e handebol, e não há como trazer eventos esportivos, além do futebol, para a capital baiana. “Nós estamos abaixo da crítica em relação ao resto do País”, afirma o presidente da Federação Baiana de Futsal, Hylberto Almeida. “Em Salvador, nos esportes de quadra, não vamos a lugar nenhum por falta de um ginásio esportivo”, acrescenta.

Em relação à natação não é muito diferente. Na cidade, existe apenas uma piscina com dimensões olímpicas, a do Parque Aquático da Bahia (Fonte Nova), que corre o risco de ser desativada. “Com o fechamento da Associação Atlética da Bahia e do Clube Português, perdeu-se duas piscinas olímpicas, sobrando apenas a Vila Olímpica, que, com o problema da Fonte Nova, também está ameaçada. Se tiver obras, a gente vai ficar sem piscina olímpica”, alerta o nadador Marcelo Collet, representante baiano nas Paraolimpíadas de Pequim.

O Governo da Bahia mantém o Programa FazAtleta, que tem o objetivo de estimular a formação e desenvolvimento de novos atletas, mas que não prevê a criação e ocupação de espaços apropriados para isto. Assim, o programa se torna ineficiente.

“Salvador por muitos anos foi uma cidade voltada apenas para o Carnaval e festas populares e se esqueceu de investir no esporte”, afirma Bruno de Barros, assessor chefe da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Salvador (SMEL). A secretaria, com a intenção estimular novos atletas, estuda a criação de uma arena esportiva multiuso – com piscina, pista de atletismo e quadra poliesportiva. “O processo de criação desta arena já está na fase de contratação e provavelmente será no subúrbio de Paripe”, informa Barros.

A Secretaria de Esporte também anuncia que desenvolve estudos para a criação de um centro de formação de pugilistas. “Nós queremos trazer para Salvador um centro de alto rendimento para o esporte, pois temos uma safra muita grande de atletas aqui na cidade”, afirma Adonias Rios, coordenador de Lazer e Entretenimento da SMEL, com base no fato de que cinco dos oito atletas brasileiros convocados a Pequim são da capital.

Para Marcelo Collet, a falta de infra-estrutura para a prática de esportes pode impedir a transformação de promessas em talentos. “Uma coisa básica no esporte é a infra-estrutura e se não tiver, a gente não vai colher frutos como Allan do Carmo (maratona aquática), Verônica Almeida (natação paraolímpica) e eu”, diz.

17 julho 2008

Kleber do Palmeiras fala sobre a vitoria em cima do Fluminense



Atacante do Palmeiras fez questão de exaltar a força do grupo do Palmeiras, que nesta quarta-feira, mesmo sem o artilheiro Alex Mineiro, venceu o Fluminense por 3 a 1.

03 julho 2008

Ingrid Betancourt está livre

Após seis anos aprionada pelas FARC (Força Armada Revolucionária da Colombia) a senadora Ingrid Betancourt foi libertada.

A operação que levou ao resgate de Ingrid Betancourt e mais 14 reféns foi executada com muita precisão por um grupo da inteligência das Forças Armadas Colombianas.

A operação resgatou a política Ingrid Betancourt, os americanos Thomas Howes, Marc Gonsalves e Keith Stansell - ligados ao Departamento de Defesa de seu país - e 11 militares e policiais colombianos.

Veja as primeiras palavras da senadora após ser libertada









A senadora estava em poder das FARC por seis anos. Em um video apresentado há alguns anos ela parecia debilitada. Ela apresentava quadro de hepatite B, Leshimaniose e problemas cardíacos.

Ao ser libertada encontrou com sua mão Yolanda Pulecio e seu marido Juan Carlos Lecompte.

Seus filhos Lorenzo e Melanie vieram no avião presedencial da França e chegou em territorio colombiano às 10h20 (horário de Brasília). "Da última vez que vi meu filho, Lorenzo era pequenininho. Lembro-me de quando ficávamos brincando na cama e peço a ele que me perdoe porque mesmo agora que está tão grande ainda quero brincar", disse a ex-refém. "Tantas coisas que quero dizer-lhes", disse Ingrid.

Vestida de preto e acompanhada pela mãe Yolanda Pulecito e de seu marido Juan Carlos Lacompte, Ingrid subiu as escadas do avião e abraçou emocionada os filhos. Além dos filhos, no avião vindo da França viajaram a irmã da ex-senadora e o chanceler francês Bernard Kouchner.

A ex-refém das Farc levava um terço em uma das mãos. "É o momento mais forte de emoção da minha vida, finalmente ver minha mãe de novo. Tínhamos muito medo das operações militares, que houvesse sangue", disse Melanie. "Quando vi os reféns liberados em janeiro, em fevereiro, fiquei feliz por eles, mas mal podia esperar a hora que fosse a minha mãe e agora chegou essa hora."

"Foi por meus filhos que segui com vontade de sair da selva", diz Ingrid ao reencontrar Melanie e Lorenzo.

Veja os videos sobre a notícia de libertação de Ingrid Betancourt







01 julho 2008

Prefeitura de Paramirim pode está envolvida em fraude

A prefeitura da cidade de Paramirim, a 750 km da capital, Salvador, cidade localizada no sudoeste do Estado, pode está envolvidas em fraude. O cidadão e engenheiro agrônomo José Arlindo, enviou uma carta ao presidente do Legislativo de Paramirim, vereador Antonio Robson Martins, para que apurasse alguns contratos assinados pelo prefeito Sílvio Humberto Louzada Magalhães.

Segue a Carta:

Paramirim, 14 de maio de 2008
Excelentíssimo senhor:
Dr. Antônio Robson Bittencourt Martins
MD. Presidente Legislativo Municipal
Paramirim - BA

Senhor Presidente,

Investido nas garantias constitucionais inerentes ao cidadão brasileiro, solicito investigação de fortes índices de irregularidades nas contas do ano de 2006 do gestor Srº. Silvio Humberto de Magalhães Louzada, Prefeito da nossa Cidade Paramirim. Para orientação de Vossa Excelência, encaminho em anexo documentos extraídos de veículos oficiais de publicações municipais:

1- Concorrência pública nº. 1/2006, no valor de R$ 9.512.175,68 (nove milhões, quinhentos e doze mil, cento e setenta e cinco reais e sessenta e oito centavos).

2- Documentos que evidenciam a contratação de empresa com o objetivo de reformar o Centro de Saúde Drº José Antônio Meira e Centro de Atendimento Psicossocial - CAPS, neste município, sendo a mesma reforma, também realizada diretamente pela Prefeitura. O mais grave, é que o Centro de Saúde não passou por nenhuma reforma significativa como mostra fotos em anexo, para conformação, solicito que se faça visita ao referido estabelecimento.

3- Documentos que evidenciam a contratação de empresas para fornecimento de materiais destinados ao viveiro de mudas florestais, conforme convenio 007/2006. Entretanto, outra empresa forneceu os materiais, conforme notas fiscais nº.s 002098 e 002100.

4- solicito a investigação do contrato nº. 12/2006, cuja contratada: Empresa Comercial Cirúrgica Rio-clarense Ltda., forneceu medicamentos destinados a assistência à farmácia Básica, Programa e Fundo Municipal de Saúde, no valor de R$298.278,82, ainda assim, consta em notas, que a entrega de todos estes medicamentos não interrompeu o ritmo das compras com medicamentos com a mesma finalidade, situação se agrava quando a Prefeitura recebeu da referida empresa, 10(dez) computadores de brinde.

Agradeço antecipadamente a atenção que Vossa Excelência dispensar ao assunto, que diz respeito a todos nós cidadãos Paramirinhense.

Atenciosamente

José Arlindo B. Santos
Engenheiro Agrônomo

30 junho 2008

Reconstruçao do World Trade Center poderá levar anos

A construção do ambicioso projeto para substituir o World Trade Center destruído nos atentados de 11 de setembro de 2001 sofrerá um atraso de vários anos e custará 3 bilhões de dólares a mais que o previsto, revelou nesta segunda-feira The Wall Street Journal.
Segundo o jornal, entre as obras projetadas, a simbólica "Torre da Liberdade" não estará terminada até pelo menos o final de 2012 e um terminal do metrô previsto para 2011 se atrasará de um a três anos.

A Autoridade portuária de Nova York e Nova Jersey, entidade proprietária do terreno onde se encontravam as Torres Gêmeas do World Trade Center (WTC), anunciou nesta segunda-feira que vai apresentar um informe sobre o estado das obras, que, segundo o jornal, não apresentar cifras ou datas.

Os atrasos implicam que as obras não estarão terminadas para 2011, data simbólica do décimo aniversário dos ataques reivindicados pela Al-Qaeda, que deixaram cerca de 3.000 mortos.
As autoridades esperam terminr ao menos nessa data um memorial em homenagem às vítimas.

A reconstrução do WTC foi alvo de inúmeras polêmicas na hora de escolher os projetos ou arrecadar financiamento.

Reveja os Ataques no dia 11 de setembro de 2001






25 junho 2008

Morre ex-primeira dama Ruth Cardoso

Na noite de desta terça-feira, faleceu a ex-primeira dama do Brasil Dona Ruth Cardoso. O fato aconteceu às 20h30 na sua casa quando foi vítima de uma arritmia cardíaca. Ela estava no telefone conversando com seu filho Paulo Cardoso quando o fato aconteceu. O ex-presidente Fernando Henique Cardoso não estava em casa.
Ruth Cardoso era formada em Ciencias Sociais pela Faculdade de Filosofia, Ciencias e Letras da USP. Em 1972 recebeu o título de Doutora em Antropologia pela Faculdade de Filosofia, Ciencias e Letras da USP. Anos depois concluiu seu pós doutorado na Universidade de Columbia onde foi professora por muitos tempos.
Quando primeira-dama, D. Ruth Cardoso criou o Programa Comunidade Solidária uma ação de combate a pobreza e exclusão social.
Em nota oficial o presidente Lula afirmou que a morte de Ruth Cardoso seria uma grande perda para o país. "Recebi com surpresa e pesar a notícia do falecimento de Dona Ruth Cardoso. É difícil acreditar que aquela intelectual determinada que conheci muitas décadas atrás, com convicções firmes, gestos nobres e ao mesmo tempo sensibilidade para o drama da desigualdade social, tenha nos deixado. É uma grande perda para o País. Tenho certeza de que será sempre lembrada pelas sementes que plantou em sua brilhante carreira, por iniciativas como o Programa Comunidade Solidária entre tantas outras. Em meu nome e de Marisa, peço que Deus lhe dê a eterna felicidade e conforte o coração do amigo Fernando Henrique, seus filhos e netos."

O corpo de D. Ruth estará liberado para visitação publica até as 21h desta quarta-feira. Ela será enterrada na quinta-feira pela manhã no Cemiterio da Consolação, centro de São Paulo.

O prefeito de São Paulo decretou luto oficial na cidade.

13 junho 2008

Preconceito Lingüístico

Este artigo feito por mim é baseado na obra do linguista Marcos Bagno, no seu livro, Preconceito Linguistico o que é, como se faz.




Introdução
Antes de 1500, o Brasil era uma terra de vários donos, de várias tribos, de vários dialetos. Com a chegada do homem branco, em 1500, e a conseqüente colonização, escravidão, imigração de povos, a terra tupiniquim adotou uma língua própria, o português, ou “brasilês”.
Para ser formado o idioma português, foram necessários a influencia de nove famílias lingüísticas: latim, indo-européia, itálica, românica, românica-ocidental, galo-ibérica, ibero-românica, ibero-ocidental, galaico-portuguesa.
No Brasil, o tupi (mas precisamente o tupinambá, uma língua do litoral brasileiro) foi usado como língua geral na colônia ao lado do idioma português. Com o processo de escravidão no país a língua falada na colônia recebeu uma nova roupagem. A influencia africana no Brasil veio com o Iorubá, falado por negros vindos da Nigéria e do Quimbundo angolano. No século XIX imigrantes europeus chegaram ao país e proporcionaram novas contribuições no idioma. Franceses, italianos, alemães, espanhóis e japoneses fizeram com que o regionalismo e a diversidade nas pronuncias se aflorasse. A distância entre as variantes portuguesas e brasileiras do português aumentou em razão dos avanços tecnológicos do período: não existindo um procedimento unificado para a incorporação de novos termos à língua, certas palavras passaram a ter formas diferentes nos dois países (comboio/trem, autocarro/ônibus, pedágio/portagem).
A priori, a língua falada no Brasil é denominada de Língua Portuguesa, oriunda dos colonizadores portugueses. Porem, o período de colonização do Brasil propiciou a vinda de povos de terras distantes, culturas diferentes fazendo assim uma sincronia de seus dialetos com o idioma do colonizador e dos povos aqui antes encontrados, os índios.
O idioma português do Brasil contem palavras que no idioma da terrinha não existe, como: mandioca, abacaxi, tatu (palavras de origem indígena), caruru, caçula, samba (nomes originários do Iorubá e do quimbundo angolano) dentre outras palavras.
É importante salientar às diversas pronúncias, fonetismo, da Língua Portuguesa do Brasil, nas diversas regiões do país. Isso gera uma polêmica sobre quem realmente fala o português corretamente. Essa polemica gera um preconceito denominado, preconceito lingüístico, na qual este artigo tratará este assunto, baseando no livro de Marcos Bagno e nas pesquisas de campo desenvolvidas por nossa equipe.

O Preconceito Lingüístico
As pessoas do Rio de Janeiro ao pronunciar a consonte “s” em palavras como posto, casta, história libera o som da consoante “x” (fala-se poxto, caxta, hixtoria). O português do Maranhão é falado semelhante ao de Portugal. Os paulistanos e mineiros falam com bastante afinco o som da consoante “r”. Essas variações do português leva a uma discussão, provocação em qual lugar melhor se fala melhor o português. E isso gera o “Preconceito Lingüistico”. Mas o que é preconceito lingüístico?

“Preconceito lingüístico é uma forma de preconceito a determinadas variedades lingüísticas.” (Wikipédia, a enciclopédia livre, pt.wikipedia.org)

O preconceito lingüístico é visto com vigor quando uma pessoa diz uma palavra que foge da gramática normativa da língua portuguesa e imediatamente é corrigida de acordo com essa gramática. O que é correto, vassoura ou bassoura?. Depende do contexto, da regionalização vivido, etc.
Para alguns lingüistas, os chamados erros gramaticais não existem nas línguas naturais, salvo por patologias de ordem cognitiva. Ainda assim, segundo os lingüistas que são favoráveis a tese do preconceito lingüístico, a noção correta imposta pelo ensino tradicional da gramática normativa origina um preconceito contra as variedades na padrão.
Quem primeiro apresentou uma visão libertaria do marxismo foi o sociólogo Nildo Viana¹, um dos brasileiros mais influentes com relação à epistemologia. Para Viana a linguagem é um fenômeno social e está ligada ao processo de dominação, tal como, o sistema escolar, que é a fonte da “dominação lingüística”.
“A ligação indissolúvel entre linguagem, escrita e educação com os processos de dominação, é a parte de preconceito lingüístico, pois a língua escrita veiculada pela escola se torna a língua padrão, e esta, a norma geral que todos devem seguir, mas o seu modelo se encontra entre os setores privilegiados e dominantes da sociedade.” (Viana, Nildo; Educação, linguagem e preconceito lingüístico Wikipedia, a enciclopédia livre; pt.wikipedia.org)
Na Inglaterra por exemplo, a lingüista Deborah Cameron², autora do livro “Verbal Hygiene” fez sua obra propondo ouvir as pessoas de seu país que se importam sobre as questões lingüísticas e que não apenas falam seu idioma, mas que são apaixonadas por ele. Cameron começou sua obra citando o jornal “The Sun”, que diz: “Tradições inglesas do passado estão sob ameaça.”

1 Com formação em Sociologia e Filosofia, sendo graduado, mestre e doutor em Sociologia e Especialista e Mestre em Filosofia, Nildo Viana é um dos pensadores brasileiros mais prolíficos na contemporaneidade.
2. É uma feminista inglesa, professora de linguagem e comunicação da Faculdade de Worcester e da Universidade de Oxford.


A reportagem focava que alguns ingleses denominados “anaroks”, saiam às ruas para panfletar que a língua estava sendo descaracterizada, arruinada pela mídia em geral.
Nos Estados Unidos da América, por exemplo, não existe uma academia reguladora dos assuntos lingüísticos, porém existem pessoas que, como no Brasil, Inglaterra, dentre outros tomam pra si essa função sendo elas conhecidas como “language mavens”.
O fato é que o preconceito lingüístico existe. Os críticos da tese do preconceito lingüístico argumentam que a tese em si, se apontada na íntegra, resultaria em um descrédito das normas gramaticais que por sua vez levaria a dificuldade das pessoas na comunicação em um futuro próximo.
O uso da linguagem tem sido sempre marcado por intolerância e preconceito. Porém, a intolerância lingüística consegue ser mais mascarada que o preconceito. É muito comum você encontrar pessoas tentando corrigir outras em um português “à sua maneira”. Qual é o correto “olha gente” ou “oxente”?

“A variação é constitutiva das línguas humanas, ocorrendo em todos os níveis. Ela sempre existiu e sempre existirá independentemente de qualquer ação normativa. Assim quando se fala em “Língua Portuguesa” está se falando de uma unidade que se constitui variedades.” (Parâmetros Curriculares Nacionais, Língua Portuguesa 5ª a 8ª series, p.29.)

É importante salientar que o português falado no Brasil tem uma histórica relação de mistura de idiomas e dialetos. Os povos que formaram essa nação transcreveram um pouco de sua história com uma herança lingüística.
O Maranhão, o Pará e o Rio de Janeiro são tidos como os estados em que mais bem é empregado o idioma português. Marcos Bagno em seu livro “Preconceito Linguistico” explica ponto a ponto o por que desse critério avaliativo.

“Acontece, porém, que os defensores desse mito não se dão conta de que ao utilizarem o critério prescritivista de correção para sustentá-lo se esquecem de que os mesmos maranhenses que dizem “tu és, tu vais, tu foste, tu quiseste”, também dizem: Esse é um bom livro para ti leres.” (Bagno, Marcos, Preconceito Linguistico o que é, como se faz, 44ª edição, p.47)

E ainda:

“Toda variedade lingüística atende às necessidades da comunidade de seres humanos que a empregam. Quando deixar de atender, ela inevitavelmente sofrerá transformações para se adequar as novas necessidades.” (Id)

Em uma apresentação de vídeo da equipe composta por Amine Leitão, Viviane Martins, Célia Fonseca e Jéssica Barros, 1º semestre de jornalismo das Faculdades Dois de Julho, sobre o Preconceito Lingüístico, norma culta e variação lingüística, o professor Ivan Espinheira do Colégio Sacramentinas de Salvador afirmou que o brasileiro falava mal o português, porem era muito criativo. Em sua entrevista o professor deu a entender que conhecia a tese do preconceito lingüístico mas não praticava. Este professor literalmente, em sua academia, não deve ter assimilado bem as variações lingüísticas como: Variação histórica, variação geográfica, variação estatística, variação social. As diferentes modalidades de variação lingüística não existem isoladamente, havendo um interelacionamento entre ela. Como exemplo disso, uma variante geográfica pode ser vista também como variante social, quando se tratar da migração regional no país.

“O conhecimento do padrão de prestigio pode ser fator de mobilidade social para um individuo pertencente a uma classe menos favorecida.” (Camacho, R. (1988), A variação lingüística, In: Subsidios à proposta curricular de língua portuguesa do 1º e 2º graus. Secretaria de Saúde de São Paulo, p. 29.)

A intolerância lingüística está fortemente relacionada como outras formas de intolerância (a raça, religiosa, sexual, política), mas é examinada, porém, também nas particularidades e especificidades própria da linguagem.
Para amenizar um pouco essa intolerância, lingüistas brasileiros, segundo Marcos Bagno, vem sofrendo ataques contra qualquer tentativa de democratização do saber e da sociedade. Os gramáticos que são contra a teoria do preconceito lingüístico acusam os estudiosos da linguagem de defenderem o não-ensino das formas padronizadas, levando a uma crise lingüística.

“Achar que a língua está em “crise” e que para superar essa “crise” é necessário sustentar a doutrina gramatical sem submetê-la a uma crítica serena e bem fundada, é a meu ver, uma atitude que só pode ter duas explicações: “a ignorância cientifica” (pessoa que nunca ouviu falar na lingüística) ou “desonestidade intelectual” (finge que não conhece a lingüística)” (Bagno, Marcos, Preconceito Linguistico, 44ª edição, p.152.)

Porém, lingüistas como José Maria e Silva em seu artigo “O mito do Preconceito Lingüístico” afirma que o sociolinguista Marcos Bagno deveria ter sua licença caçada.

“É possível se conceber uma mente mais tacanha, mais abjeta, mais materialista, mais obececada em poder e dinheiro do que essa de Marcos Bagno?” (e Silva, J.M, O mito do preconceito lingüístico,http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=166)

José Maria em seu artigo afaz ainda uma inferência a sociolingüística afirmando que lingüistas que aderem essa tese são incapazes de alcançar o rigor da ciência.

Muitos alunos de letras, por deficiência cognitiva, aderem a ela. Incapazes de alcançar o rigor da ciência, contentam-se em macaqueá-la. Daí o enorme sucesso que qualquer autor minimamente alfabetizado faz entre essa gente da pseudolingüística --- que não é outra coisa a marxolingüística praticada pela nova geração de professores das faculdades de letras. Pelo fato de escrever inegavelmente bem, algo cada vez mais raro nas academias, o jovem Marcos Bagno tornou-se uma Marilena Chauí de calças --- faz, em letras, o mesmo sucesso que ela faz em filosofia. Os dois têm em comum a eloqüência, o confusionismo e uma indisfarçável vocação para a charlatanice intelectual. (Id)

O fato é que o preconceito lingüístico existe. Alguns defendem a manutenção o português padrão, da gramática normativa como a única forma correta de se usar o português; outros acreditam que o português do Brasil é somente diferente e que se deve considerar as variantes como uma forma correta também de se usar o português.

Conclusão
O nosso trabalho foi baseado no livro Preconceito Lingüístico o que é, como se faz, do sociolingüista Barcos Bagno. Fizemos algumas pesquisas de campo buscando com pessoas nas ruas as diversas formas de se expressão. Percebemos que algumas palavras da língua portuguesa eram ditas de uma forma completamente diferente do que nós, componentes da equipe falamos.
Antes de fazermos o trabalho tínhamos uma visão quase unânime que a nossa forma de falar era correta, sendo que muitas das vezes, corrigíamos as pessoas e de forma crítica e às vezes pejorativa sorriamos da forma de expressão de algumas pessoas.
As peça teatral, 7 Conto estrelada pelo baiano Luis Miranda, cujo personagem Dona Edith era uma mulher da favela que fez um livro que se chama “Como educar seu filho na favela” tratava de uma mulher que fala um português dito “errôneo”. A platéia sorria daquele ato.
Depois de ter lido o livro de Marcos Bagno vimos que aquele português não era errado, mas sim diferente de uma norma padrão imposta em nossas escolas.
Assistindo o programa “Sai de Baixo” deparamos com um personagem chamado Magda Antibes, que sempre soltava palavras de um português dito errado. Percebemos também que aquele português não era errado, mas sim diferente.
Convivendo com uma colega de sala, chamada Celia Fonseca, natural do Estado de Minas Gerais, fomos percebendo que o ato dela dizer algumas palavras expressando algumas consoantes com mais afinco não fazia dela estar falando errado, mas sim, pelo fato do regionalismo e suas variações ela tinha um modo diferente de expressar o seu português.
O trabalho nos propiciou uma visão mais ampla do que é o português falado no Brasil. Temos um idioma, na teoria igual ao do idioma mãe, porem na pratica completamente diferente. As varias imigrações que aconteceram em nosso país propiciou um sincretismo lingüístico com a Língua Portuguesa e diversas outros idiomas.
Percebemos que somos privilegiados em termos uma língua capaz de atender a todos em seu contexto e que diferentes ou não, o nosso português é único e é o português do Brasil, com suas diferentes etnias.

05 junho 2008

"Impacto profundo", Obama presidente

Foram 16 meses de luta insençante a candidatura à Casa Branca. Na noite de terça-feira, dia 03, o senador e candidato a presidente dos Estados Unidos da América pelo Partido Democrata, Barack Obama, venceu a ex-primeira dama e também senadora, Hillary Clinton.
Barack Obama lançou sua candidatura bem depois que a senadora Clinton e foi conquistando o seu espaço no cenário político americano. Hillary Clinton conseguiu 1926 delegados e cerca de 18 milhões de votos. Já o senador Barack Obama conseguiu 2118 delegados, número necessário para conseguir a nomeação.

Ambos, se forem eleitos à Casa Branca irão fazer história. Hillary por ser a primeira mulher presidente dos EUA e Obama por ser o primeiro negro.

O Partido Democrata sonda criar a chapa dos sonhos, com Obama presidente e Hillary vice-presidente. Porém, alguns componentes do Partido, como o ex-presidente Jimmy Carter, não apoiam essa possível união, achando prejudicial a volta à Casa Branca. Obama nomeou uma comissão, presidida por Caroline Kennedy, filha do ex-presidente John Kennedy, à busca de um vice-presidente à sua chapa.

Em seu discusso na noite de terça-feira, como candidato a presidente, Obama elogiou Hillary Clinton e disparou ataques contra John MacCain, candidato a presidente do Partido Republicano, dizendo que se ele for eleito será uma continuação do governo Bush. No final, agradeceu sua avó que mora na África e toda à sua família.

Ao que parece, o filme Impacto Profundo, de Steven Spielberg, deixará de ser uma utopia. Morgan Freeman deixará de ser o presidente dos EUA pois Obama tomará o seu lugar, possivelmente.

30 maio 2008

A ABRAÇO SISAL CRESCE, ABRACO BAHIA CAI

A ABRACO (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias) é uma ONG cujo papel principal é lutar pela regulamentação das rádios comunitárias no Brasil. As rádios comunitárias para conseguir uma concessão do Governo Federal precisam percorrer um longo caminho.

A ABRACO Nacional para abranger o Brasil de uma forma igualitária, dividiu-se em diretorias regionais. A diretoria da Bahia é dirigida por Arlene Freire que é coordenadora da ABRACO SISAL que abrange toda a região sisaleira da Bahia.

A ABRACO Bahia é dividida em varias regiões. A região sisaleira da Bahia é dirigida pela ABRACO SISAL.

A ABRACO SISAL foi criada em 2004 com o objetivo de contribui para a efetivação de oportunidades locais de democratização da comunicação na região sisaleira da Bahia. Passou a gerir juridicamente em 2005, quando em Assembléia Geral para aprovação de seu marco legal, foi eleita e tomada a posso a diretoria e foi feita a construção de seu planejamento estratégico.
Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso a repressão para o fechamento das rádios comunitárias foi imediato. A existência de rádios comunitárias não era de grande valia para o governo Tucano, já que a estrela brilhava dentro dessas instituições.

Na região sisaleira a Anatel trabalhou com afinco fechando as rádios ali existentes. A Abraço Bahia lutou muito para que a Abraço Sisal crescesse e tivesse autoridade frente a Anatel.
Hoje a Abraço Sisal é dirigida por Arlene Freire, tendo como secretario Milton Santos da Trindade, Silvano Manuel como tesoureiro e Edisvanio do Nascimento Pereira como coordenador de formação.

A Abraço Sisal tem conseguido inúmeros empreendimentos como: Curso de Comunicação Social na UNEB, Rede de Rádios Comunitárias, veiculação de campanhas do MOC e do Sebrae, Criação do CODES (Eixo de comunicação dentro do território do SISAL), inicio de assessoria ao Litoral Norte e Agreste de Alagoinhas dentre outros territórios.

São ao todo 16 rádios comunitárias que a Abraço SISAL engloba.

29 maio 2008

Brasil na final da Copa do Mundo de Ginástica

Em seu retorno às competições depois de uma cirurgia no joelho direito, o brasileiro Diego Hypólito conseguiu a melhor nota na fase classificatória da prova de solo na Copa do Mundo de ginástica, em Moscou. O atual bicampeão do mundo entra na disputa por medalhas a partir das 4 horas (horário de Brasília) de sexta-feira.

Além de Diego, o Brasil marcará presença em duas outras finais. Também no solo, as ginastas Ana Cláudia Silva e Jade Barbosa garantiram vaga na disputa por medalhas.

Ana Cláudia vai à decisão com a terceira melhor nota e Jade, com o sétimo lugar na classificação.

Jade Barbosa também avançou na trave, com a sexta melhora marca. A outra brasileira no aparelho, Laís Souza, perdeu o equilíbrio e ficou apenas com o 30º lugar, longe de uma vaga para brigar pelo pódio.

24 maio 2008

Pensar no Parque

Fotografias tiradas por Fagner Abrêu em um sábado no Parque da cidade.




Um passeio pelo parque peguei a câmera e comecei a fotografar o belo dia ensolarado. As crianças felizes brincavam com uma infantil sensibilidade naqueles brinquedos que para eles significavam muito...











...Uma criança com um olhar um poco assustado e ao mesmo tempo sapeca olhando pra lente da câmera...










... Eis que surge um sorriso e um olhar para aquilo que possa ser o futuro a ser alcançado...















... E ela corre...












... No fim a purificação!