PLANTÃO ÚLTIMO SEGUNDO

12 dezembro 2008

Unificação Ortográfica reflete relações de poder entre países, afirma especialista

“Não há porque seguir alimentando a idéia tacanha e colonialista de que os portugueses são os ‘donos do idioma’ e que nós, brasileiros, temos de nos submeter às decisões deles porque usamos uma língua ‘emprestada’ e, para piorar, a deturpamos toda”. Quem dispara essa defesa ácida – em um português muitíssimo claro – é o lingüista e professor da Universidade de Brasília (UnB), autor de “O preconceito linguístico”, Marcos Bagno, em depoimento ao Folha Salvador. O acordo ortográfico, em vigor a partir de janeiro, interfere diretamente sobre os 230 milhões de falantes do idioma no mundo.


Indignado ao ouvir a expressão “unificação da língua portuguesa”, Bagno salienta que o pacto altera exclusivamente as normas ortográficas, mas não extingue a variedade fonética. “Os brasileiros não vão passar a falar como os portugueses, nem os portugueses como os brasileiros, simplesmente porque vão passar a escrever do mesmo modo, assim como pernambucanos e gaúchos não falam da mesma maneira”.

Mas se o lingüista não prevê grandes transformações no uso cotidiano do português, o tom da resposta muda quando se trata da posição brasileira no cenário mundial. “O aspecto mais importante da unificação é político”, acentua Bagno. Ele acredita que o acordo revela uma mudança importante na balança do poder. “É preciso que os portugueses reconheçam sua absoluta desimportância no cenário internacional e admitam que quem manda hoje na língua portuguesa no mundo é o Brasil”.

DIVULGAÇÃO DA LÍNGUA
Faltando apenas um mês para iniciar – de fato – a junção ortográfica e das gramáticas portuguesas, milhões de pessoas terão de se adaptar a uma nova forma de escrita. “A língua portuguesa é o terceiro idioma ocidental mais falado, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de haver duas ortografias (portuguesa e brasileira, únicos países falantes do idioma a terem academias reguladoras da língua), dificulta e atrapalha a divulgação do idioma e possivelmente a sua prática”, afirma a educadora Zilene Souza.

Para o economista Eduardo Brito, o fato de existirem duas ortografias dificulta campanhas de divulgação do idioma pelo mundo, sua adoção em fóruns internacionais e a impressão de manuais de instruções em português. "O acordo é uma condição essencial para a definição de uma política externa de promoção da língua portuguesa e sua difusão".

As mudanças foram discutidas pelos membros da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP) desde 1990. Quase duas décadas depois, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, terão, enfim, uma única forma de escrever.

Tão logo as novas regras entrem em vigor, inicia-se o período de transição, no qual ministérios da educação, associações, academias de letras, editores e produtores de materiais didáticos, gradativamente, vão reimprimir livros, dicionários, entre outros.


Mas os consumidores podem ficar tranqüilos quanto ao valor das obras impressas, é no que aposta o gerente da Livraria Civilização Brasileira, Ricardo Chaves. “Não acredito que vá aumentar os preços dos livros. O Mini-dicionário Aurélio é o único revisado com as novas regras e está o mesmo preço”. Para ele, o processo de adaptação vai demorar, “até porque, existem muitos livros ainda no mercado”.

SARAMAGO É CONTRA
A reforma ortográfica não conquistou unanimidade entre grandes entendedores do idioma. José Saramago, único escritor da língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em entrevista concedida à Rede de Televisão Portuguesa (RTP), declarou-se francamente contrário às modificações. “Continuarei escrevendo sem incorporar as mudanças de grafia previstas”, afirmou.

Publicado no Folha Salvador
As denúncias vão de ameaças a lesões corporais e estupros. Conforme dados da Delegacia Especial de Proteção a Mulher de Brotas (DEAM), cerca de 70% dos crimes contra a mulher acontecem no âmbito doméstico e os agressores são os maridos ou companheiros. No ano passado, foram registradas 8.875 ocorrências policiais na DEAM; de janeiro a outubro de 2008, outras 7.532. Devido aos números expressivos, foi instalada em Periperi, subúrbio ferroviário da capital, a segunda unidade da DEAM.

“A violência contra a mulher vem de dentro da casa. Cerca de 60% dos casos foram classificados como crime de proximidade, isto é, cometidos por pessoas conhecidas das vitimas”, afirma a delegada titular da DEAM Brotas, Cely Carlos.

A Lei Maria da Penha, sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, em agosto de 2006, aumentou o rigor das punições por agressões
contra a mulher ocorridas no âmbito familiar. A lei entrou em vigor em 26 de setembro de 2006 e, no dia seguinte, o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro. “A Lei Maria da Penha conceitua e define as formas de agressões sofridas por mulheres no cotidiano: violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral”, explica a advogada criminalista Patrícia Macedo.

PENALIDADES - Maria da Penha é uma farmacêutica que foi espancada pelo marido, o professor universitário colombiano Marco Antonio Heredias Viveros, durante seis anos. Em 1983, ele tentou matá-la por duas vezes. Na primeira com arma de fogo, deixando a paraplégica, e a segunda por eletrocussão e afogamento. Marco Antonio foi preso somente depois de 19 anos de julgamento e ficou detido por dois anos em regime fechado.

Conforme a delegada, no passado as agressões eram classificadas como “rixas” e a penalidade ao agressor era insignificante, como por exemplo o fornecimento de cestas básicas e pagamento de multas. “Com a lei, o agressor não paga (cestas básicas, multas) por ter batido na mulher. A Lei Maria da Penha é uma revolução nos direitos da mulher”, afirma. A nova legislação prevê penas de um a três anos de prisão.

ÁREA DE RISCO - A delegacia inaugurada no subúrbio ferroviário já era uma reivindicação da população da área. Conforme a delegada titular de Brotas, 30% das ocorrências registradas procedem da região do subúrbio. A nova unidade vai atender aproximadamente 500 mil habitantes residentes na área.

Para o sociólogo Jorge Lisboa, a aprovação da Lei Maria da Penha e a instalação de novas delegacias destinadas ao combate da violência contra a mulher são fundamentais tanto para punir quem já agride quanto para deixar inseguros novos potenciais opressores. “A sociedade brasileira, especialmente neste momento, tem se revelado extremamente violenta. Daí a necessidade de criação de mecanismos capazes de assegurar o respeito aos direitos humanos e a dignidade da mulher, particularmente”, enfatiza.

Campeonato Baiano de Futebol Feminino começa em novembro

O Campeonato Baiano de Futebol Feminino começa em novembro e vai contar com pelo menos com 12 clubes. Os organizadores esperam que o certame revele novos nomes para o cenário nacional. De acordo com o assessor de comunicação do Galícia, Murilo Gitel, o campeonato deve trazer muitas revelações para a Seleção Brasileira de futebol feminino, a exemplo de
outras disputas anteriores, quando o próprio Galícia revelou atletas atualmente consagradas na Seleção Brasileira, como Elaine Estrela e Viola.

Na opinião do presidente do clube, Raimundo Nonato Reis, o Brasil precisa de um campeonato nacional de futebol feminino. Para ele, a falta de infra-estrutura no esporte pode impedir o surgimento de substitutas no mesmo nível de Formiga e Marta na seleção. “O Brasil
precisa acordar e ver que o futebol feminino já é uma realidade”, afirma.

Os prováveis clubes que, de acordo com a Federação Baiana de Futebol (FBF), devem participar do campeonato são: Abrup Esporte Clube, Associação Desportiva Independente, Associação Desportiva Lusaca, Clube 2004, Esporte Clube Estrela de Março, Galícia Esporte Clube, Flamengo de Feira Futebol Clube, Fluminense de Feira Futebol Clube Feminino, Real Bahia Esporte Clube, São Cristóvão Esporte Clube, São Francisco Esporte Clube e Seleção de São Félix.


Vice-campeão olímpica lamenta a falta de apoio ao esporte no Brasil

Atualmente vice-campeão do Mundo, vice-campeão olímpico e campeão Pan-Americano de futebol feminino, o Brasil não tem um campeonato nacional capaz de estimular a prática da modalidade. A Seleção Brasileira, que conta com a baiana Formiga e a alagoana Marta – eleita Melhor do Mundo em 2007 –, tem a maioria de suas atletas jogando em times estrangeiros. Marta é jogadora do clube sueco Uméa IK. Formiga é uma das poucas que continuam no
País, onde atua no Clube Botucatu, em São Paulo.

Formiga se despediu da seleção brasileira após a medalha de prata conquistada nas Olimpíadas de Pequim, em agosto deste ano. Ela estava na Seleção desde 1995 e disputou quatro Copas do Mundo pelo Brasil. Ela e a jogadora Pretinha são as que atuam na seleção há mais tempo. “É muita injustiça. A gente se doa tanto e não tem o reconhecimento daqueles que podem fazer algo pelo futebol feminino no Brasil”, diz Formiga.

21 outubro 2008

Segundo turno abre nova temporada de acordos políticos

Após uma intensa disputa pela prefeitura, Walter Pinheiro (PT) e o prefeito João Henrique (PMDB) disputam o segundo turno na capital baiana. O prefeito alcançou 402.684 votos e Pinheiro 390.933. ACM Neto (DEM), que liderou as pesquisas eleitorais desde o começo, ficou em terceiro lugar com 346.881 votos. O ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB) ficou em quarto com 108.660 e Hilton Coelho (PSOL) em quinto com 51.196. Os dados são do Tribunal RegionalEleitoral (TRE).

No primeiro turno, o tema da segurança pública predominou nos debates. O prefeito João Henrique, disse ao Folha Salvador (Confira no site), que o seu governo investiu muito na área. Conforme o prefeito, ações como a criação das vias exclusivas para ônibus, o Banho de Luz, câmeras nos coletivos e a implantação da Guarda Municipal tem contribuído para diminuir os índices de violência na capital.

Pinheiro, por sua vez, se eleito, pretende ampliar as ações do PRONASCI – Programa Nacional de Segurança e Cidadania, instalando câmeras em locais estratégicos como Estação Pirajá, Liberdade, Estação Mussurunga e Itapuã. Outra proposta seria o Ronda 24 horas que prevê o patrulhamento em uma área de três quilômetros quadrados por viaturas alocadas por bairro.

O ex-prefeito Antônio Imbassahy, que chegou a ser favorito, não conseguiu êxito nessa disputa e já declarou seu apoio ao candidato petista. O próximo prefeito deverá disputar o apoio na Câmara dos Vereadores. Com os resultados do primeiro turno, a base aliada de João Henrique soma 16 vereadores contra 10 de Pinheiro. Falta saber que posição devem tomar os 12 vereadores da coligação de apoio a ACM Neto e se os três de Imbassahy manteriam o apoio a Pinheiro após o segundo turno.

Campeonato Baiana de Futebol Feminino começa em novembro

O Campeonato Baiano de Futebol Feminino começa em novembro e vai contar com pelo menos com 12 clubes. Os organizadores esperam que o certame revele novos nomes para o cenário nacional. De acordo com o assessor de comunicação do Galícia, Murilo Gitel, o campeonato deve trazer muitas revelações para a Seleção Brasileira de futebol feminino, a exemplo deoutras disputas anteriores, quando o próprio Galícia revelou atletas atualmente consagradas na Seleção Brasileira, como Elaine Estrela e Viola.

Na opinião do presidente do clube, Raimundo Nonato Reis, o Brasil precisa de um campeonato nacional de futebol feminino. Para ele, a falta de infra-estrutura no esporte pode impedir o surgimento de substitutas no mesmo nível de Formiga e Marta na seleção. “O Brasilprecisa acordar e ver que o futebol feminino já é uma realidade”, afirma.

Os prováveis clubes que, de acordo com a Federação Baiana de Futebol (FBF), devem participar do campeonato são: Abrup Esporte Clube, Associação Desportiva Independente, Associação Desportiva Lusaca, Clube 2004, Esporte Clube Estrela de Março, Galícia Esporte Clube, Flamengo de Feira Futebol Clube, Fluminense de Feira Futebol Clube Feminino, Real Bahia Esporte Clube, São Cristóvão Esporte Clube, São Francisco Esporte Clube e Seleção de São Félix.


Vice-campeão olímpica lamenta a falta de apoio ao esporte no Brasil

Atualmente vice-campeão do Mundo, vice-campeão olímpico e campeão Pan-Americano de futebol feminino, o Brasil não tem um campeonato nacional capaz de estimular a prática da modalidade. A Seleção Brasileira, que conta com a baiana Formiga e a alagoana Marta – eleita Melhor do Mundo em 2007 –, tem a maioria de suas atletas jogando em times estrangeiros. Marta é jogadora do clube sueco Uméa IK. Formiga é uma das poucas que continuam noPaís, onde atua no Clube Botucatu, em São Paulo.

Formiga se despediu da seleção brasileira após a medalha de prata conquistada nas Olimpíadas de Pequim, em agosto deste ano. Ela estava na Seleção desde 1995 e disputou quatro Copas do Mundo pelo Brasil. Ela e a jogadora Pretinha são as que atuam na seleção há mais tempo. “É muita injustiça. A gente se doa tanto e não tem o reconhecimento daqueles que podem fazer algo pelo futebol feminino no Brasil”, diz Formiga.

Papel da Guarda Municipal ainda gera duvidas na população

A Guarda Municipal de Salvador (GMS), instituída pela Prefeitura, está nas ruas desde Julho, mas a população desconhece quais as funções da corporação. “A Prefeitura só faz anunciar que a Guarda Municipal está em ação, mas não explica o que ela vai fazer, como vai agir. Eu mesma não sei direito o que é essa Guarda Municipal”, reclama a dona de casa Maria Helena Gonçalves, 55.

Por enquanto, o patrulhamento é a principal atribuição da Guarda. Apesar de a legislação permitir o uso de armas de fogo pelas corporações municipais em cidades com mais 500 mil habitantes, em Salvador, os agentes não portam esse tipo de armamento, apenas cassetetes e algemas; também não detêm suspeitos, mas podem encaminhá-los às delegacias.

Cerca de 600 agentes atuam no momento, mas esse número deve aumentar. “Não é o efetivo necessário, mas estão nas ruas os que foram treinados. Até o final do mês de outubro serão 1.500”, informa o secretário de Serviços Públicos, Fábio Mota.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da GMS, compõem a área de patrulhamento as estações de transbordo, a Praça da Piedade, o Pelourinho, o Dique do Tororó, a praça do Campo Grande e os bairros de Amaralina, Calçada, Pituba, Boca do Rio, Baixa do Fiscal, Plataforma, Paripe e Avenida Luiz Viana Filho (Paralela).

O superintendente da GMS, coronel José Alberto Guanais, afirma que, nessa fase de implantação, o efetivo está distribuído em locais onde costumam acontecer pequenos delitos, como no Centro Histórico e em pontos em que as pessoas costumam fazer caminhadas, corridas e exercícios físicos, especialmente na Orla.

Nas estações de transbordo da Lapa e de Pirajá, os membros da GMS possuem desfibriladores portáteis (equipamentos de descarga elétrica para atendimento em casos de paradas cardíacas). Esta iniciativa faz parte do Projeto Viva Coração, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que adquiriu 80 desses equipamentos para serem usados em locais de grande concentração popular.

A guarda também auxilia a Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) nas ações deorganização e fiscalização do trânsito. Graças ao convênio firmado com a SET, a Guarda Municipal recebeu 30 automóveis e 30 motocicletas. A atuação da GMS no trânsito gera polêmica. “É comum encontrarmos agentes da Guarda Municipal trabalhando em conjunto com a SET. São três agentes por viatura. Eu não concordo com isso. Só é função da guarda proteger o patrimônio público, o cidadão, auxiliar o Samu e o Corpo de Bombeiros”, declara o químico Lisandro Giraldez. Para ele, é incorreto a Guarda Municipal atuar em operações como a Lei Seca e administração do tráfego da cidade.

25 setembro 2008

Neto apresenta propostas

O candidato a prefeito de Salvador ACM Neto dos Democratas esteve na Faculdade 2 de Julho para um debate com os estudantes, ocasião em que apresentou suas propostas caso seja eleito prefeito da capital. Antes do debate, o candidato conversou com Fagner Abreu Do Espaço Novo Jornalista e Folha Salvador.

Fagner Abrêu: A construção do metrô criou um problema sério entre o seu grupo político, as empreiteiras, o Partido dos Trabalhadores e Governos Estadual e Federal. Como resolver este impasse do metrô caso seja eleito? O metrô vai sair?
ACM Neto: Bem. Em primeiro lugar eu desconheço esse fato que envolve as empreiteiras, como você está dizendo. Eu vou fazer a minha parte. Vou trabalhar pelo bem estar do povo de Salvador. Não vou ter receio de ir conversar com o governador Wagner para trazer projetos para Salvador assim como para o presidente Lula. Mas não vou ficar correndo atrás. Cada um sabe de suas responsabilidades. O metrô de Salvador chegando até a Rótula do Abacaxi ou até a Estação Pirajá vai continuar sendo o menor do mundo. Queremos estender o metrô de Salvador para ele atingir uma quantidade maior de pessoas. Queremos implantar o Veículo Leve sobre Trilhos explorando canteiros como a Bonocô e Avenida Paralela. O metrô de Salvador vai sair, ou melhor, tem que sair, pois daqui a alguns anos teremos a copa do mundo de futebol e Salvador almeja ser uma das sub-sedes.

F.A.: O senhor entrou em atrito na época do “mensalão” com o presidente Lula, fato que tem sido explorado pelos seus concorrentes. Como o senhor pretende manter boas relações com os Governos Estadual e Federal considerando estes fatos? Isto não coloca em dúvida a tese de que o senhor representa uma mudança em relação a política tradicional baiana?
ACM Neto: Essa é uma boa pergunta. Em 2005 houve um escândalo de corrupção no país envolvendo o Governo Federal. Componentes do governo envolveram-se em desvios de dinheiro público, dinheiro do povo. Eu acho um absurdo, dentro desses seis anos de mandato como deputado federal e inúmeros pronunciamentos na tribuna da Câmara as pessoas se aterem a apenas um pronunciamento e desqualificarem a minha qualidade como político. Naquela época eu estava iniciando a minha carreira política e, assim como qualquer brasileiro, fiquei indignado com o fato. Mas isso eu acho que já foi superado. Sou uma pessoa experiente e quero administrar Salvador com decência.

F.A.: O senhor poderia detalhar sua proposta a respeito do projeto Big Brother Bairro? Tem algum projeto integrado com as polícias? Quantas câmeras serão instaladas?
ACM Neto: Eu tenho sido muito criticado pelos meus concorrentes em relação ao projeto. Esse projeto já deu certo em cidades como Madri, Londres, Bogotá, São Paulo. Bogotá era uma das cidades mais violentas do mundo e com uma política contra violência bem planejada, conseguiu reverter este quadro. Vamos criar a Secretaria de Segurança e Prevenção à Violência que, não só planejará todas as ações municipais na área, como contará com uma efetiva Guarda Municipal. A princípio vamos instalar as câmeras nos bairros mais violentos de Salvador. E ao contrário do que meus concorrentes estão dizendo, que o projeto não dará certo porque os bandidos vão destruir as câmeras é bom salientar que elas são blindadas.

Pinheiro apresenta suas propostas

O candidato a prefeito de Salvador pelo PT, Walter Pinheiro, esteve na Faculdade 2 de Julho para um debate com os estudantes. Pinheiro abordou suas propostas para a capital caso seja eleito prefeito. Antes do debate o candidato falou com Fagner Abrêu do Espaço Novo Jornalista e do Folha Salvador.

Fagner Abrêu: O senhor, em suas propagandas políticas, tem apregoado a necessidade de uma ação conjunta entre os Governos Estadual e Federal. Não é um equívoco defender a necessidade de o prefeito ser do mesmo partido do governador e do presidente considerando que independentemente da sigla partidária, se governa para a população? A demora da definição em quem o governador Wagner e o presidente Lula apoiariam prejudicou sua campanha?
Walter Pinheiro: Bem. Em minha campanha eu não tenho dito que é necessária uma ação conjunta entre os Governos Federal e Estadual. Tenho dito que com a parceria dos dois governos será mais fácil governar, pois conheço bem o presidente Lula e o governador Wagner, fomos militantes partidários e fundamos o Partido dos Trabalhadores. Com essa parceria, é claro que será muito mais fácil governar e conseguir recursos para a cidade. Agora, o que prejudicou um pouco nossa campanha foi a definição das prévias. Somente em maio que foi lançada a minha candidatura, isso foi o que mais prejudicou. E em relação ao apoio do governador Wagner ele já deixou claro quem é o candidato dele para Salvador.

F.A.: Conforme o censo do IBGE-2000, o déficit habitacional de Salvador é de 85.429 habitantes. Porém, atualmente, este dado já deve se aproximar a 100.000 habitantes. O senhor tem algum projeto para diminuir estes números? Existe verba para a realização?
W.P.: Salvador tem um déficit habitacional que beira os 100.000 habitantes. Isso foi devido ao crescimento desordenado que a cidade sofreu durante muitos anos. As pessoas vinham do interior para estudar em Salvador e aqui ficavam depois de formados, ocasionando o inchamento populacional, dentre outros fatores. No governo do presidente Lula foram criadas duas universidades federais, a do Recôncavo e a do São Francisco, e uma terceira está por vir que, a do Oeste. Com essas faculdades instaladas no interior baiano as pessoas deixarão de vir pra Salvador. O que queremos fazer é dar uma cara nova pra Salvador, investir em infra-estrutura urbana. As pessoas estão construindo casas desordenadamente em lugares de risco, desmatando áreas que deveriam ser preservadas. O Cidade Verde é um dos nossos projetos, em parceria com Wagner e Lula vamos integrar as ações de saneamento, habitação e proteção ambiental. Vamos implantar o Ronda 24h onde a polícia vai está mais perto da população, as viaturas não poderão sair dos bairros e os policias vão cobrir uma área de três quilômetros quadrados. Vamos ampliar as ações do Pronasci, o maior e mais completo programa de segurança já realizado no Brasil.

F.A.: O PT de Salvador é contra esse PDDU proposto pelo prefeito João Henrique. O senhor tem dito que irá fazer uma discussão pública em relação ao PDDU. Quais são as críticas que o senhor tem em relação ao plano e como será essa discussão pública?
W.P.: Nosso governo vai ser o mais democrático possível. Vamos sempre pedir a opinião da população em relação as nossas atitudes no governo municipal. Em relação ao PDDU ele tem uma série de problemas e precisamos revê-los. O PDDU atual deixou o subúrbio e os bairros populares de lado, entregou a orla marítima e a paralela a interesses imobiliários e não apresentou solução para a moradia do povo. Temos que revitalizar Salvador. Um bom plano diretor contribuirá para a melhoria de diversos setores da cidade. Daqui a alguns anos, teremos a Copa do Mundo de Futebol e Salvador não poderá ficar de fora. Luto para que o novo estádio seja na Fonte Nova e não na Paralela, pois assim iremos fortalecer a região da cidade baixa, do subúrbio. Se for na paralela vamos fortalecer a região do Litoral Norte e de cidades da região metropolitana de Salvador, fugindo totalmente dos nosso interesses. Proponho sim uma revisão desse PDDU que, do jeito que está, não nos favorece em nada.

Hilton Coelho apresenta suas propostas

O candidato a prefeito de Salvador pelo PSOL, Hilton Coelho, esteve no auditório da Faculdade 2 de Julho nesta quarta-feira 3 de setembro para debate com os estudantes. Hilton respondeu perguntas sobre seu plano de governo, suas propostas, sobre como ele agiria uma vez eleito, considerando a grande resistência na Câmara Municipal, a questão da segurança pública, entre outros. Hilton concedeu uma entrevista exclusiva a Fagner Abrêu do Espaço Novo Jornalista e Folha Salvador antes da palestra e apontou alguns problemas que a cidade vem tendo assim como a importância desse diálogo com os estudantes.

FAGNER ABRÊU: Qual é a importância desse diálogo com os estudantes?
Hilton Coelho: É uma importância muito grande. Estamos fazendo uma preliminar do que seria o nosso próximo governo. Para nós existe uma possibilidade de transformar a vida de Salvador em uma forte mobilização da sociedade na política. O segmento universitário é sem dúvida um segmento privilegiado porque tem responsabilidade social, principalmente em pensar a pesquisa e extensão.
Não podemos pensar em nossa cidade de maneira imediatista, superficial, mas sim em longo prazo. Esta relação tem sido muito pouca aproveitada nas administrações. Essa é uma das nossas críticas. O vínculo dessa administração municipal com a população universitária é muito fraco. Eu costumo dizer que a pesquisa e a extensão universitária não podem se transformar em prestação de serviço para a prefeitura. Elas têm um significado muito mais profundo que isso e em função dessa característica elas se tornam muito subaproveitada.

F.A.: Nas pesquisas de opinião, os candidatos do PSOL têm percentual pequeno de votos, em todo o país. Então, na prática, nem sempre se está falando na possibilidade de vitória imediata nas urnas. Qual a importância de se ter um partido de “resistência” como diz seu slogan de campanha, nas eleições?
H.C.: O PSOL é um partido novo e esta é a sua primeira eleição para prefeito e vereador em Salvador. O que eu costumo dizer que o que vai ser revelado nas urnas é uma incógnita. Salvador, inclusive a Bahia, tem demonstrado um resultado surpreendente.
Na eleição passada, um candidato estava confirmado para ganhar no primeiro turno, e outro candidato foi o vencedor. Para nós, esses resultados expressivos são questionáveis no sentido deles terem dificuldade de captar a dinâmica do processo eleitoral. Concluo dizendo que o PSOL pode ser um partido pequeno na situação inicial de construção, mas ele é grande nas idéias.

F.A.: O candidato João Henrique em debate realizado ontem aqui na Faculdade 2 de Julho falou muito da conquista da autonomia da cidade em seu governo. Essa autonomia existe? E se não existe, como seria?
H.C.: Ela existe. A prefeitura tem uma margem de mão-de-obra para fazer investimento na cidade como por exemplo na Secretaria de Saúde e Educação que precisa de mais recursos. A prefeitura tem arrecadação própria que é bem expressiva e vem aumentando no último período. Porém Salvador passa por uma situação muito difícil na aplicação desses recursos. A prefeitura se preocupa em atender interesses particularistas do empresariado. Infelizmente muitos desses recursos são desviados.
O caso do metrô é emblemático. Uma obra que parou muitas vezes e que, com o passar dos tempos, foi se encarecendo. É uma obra que começou com R$ 478 milhões de gastos e que agora já chega a R$ 1 milhão. Essas interrupções foram feitas através de denúncias de irregularidades. O que nós queremos é que o capital da prefeitura deixe de ser focado para o setor privado, mas sim para as pessoas que precisam.

F.A.: Seu jingle é um dos mais lembrados nas eleições desse ano em Salvador, mas é grande o desconhecimento dos eleitores sobre sua plataforma, aliás, sobre todas as plataformas. O senhor não teme ser apenas parte de uma letra de música?
H.C.: A música revela a identidade cultural do nosso povo e que é focado na nossa ideologia, como por exemplo, a afro-descendência. Os afro-descendentes são a maioria em nossa cidade. A música por si só já espelha pontos de vista em relação à massa, ainda que, em uma dimensão mais simbólica.
Os debates políticos têm sido poucos, apesar de existir uma enorme vontade da sociedade. A comunidade universitária vem querendo realizá-los, mas cerca de quatro debates em universidades e faculdades, foram cancelados em função da falta de disposição dos outros candidatos. No CEFET, por exemplo, chegamos a fazer o debate sozinhos. Esses debates programáticos nós estamos fazendo e disposto a fazer.
Em relação ao marketing da candidatura isso não é o ponto de vista principal para a nossa campanha. Nós não queremos posicionar nossa candidatura ao grande financiamento do empresariado porque isso cria laços com a administração pública. Optamos por uma campanha com menos recursos, cerca de 40 vezes menos que a do candidato que gasta mais.

João Henrique fala sobre suas propostas

O prefeito de Salvador e candidato a reeleição, João Henrique, esteve na Faculdade 2 de Julho para um debate com os estudantes na terça-feira. Foi uma oportunidade para apresentar suas propostas para um novo mandato caso seja reeleito. O prefeito deu uma entrevista exclusiva a Fagner Abrêu do Espaço Novo Jornalista e Jornal Folha Salvador antes do diálogo com os estudantes.

Fagner Abrêu: Em 2004, o senhor esteve na Faculdade 2 de Julho, como candidato, para um debate com os estudantes. Como se sente vindo agora como prefeito? Qual a importância desse diálogo?
João Henrique: Eu sinto uma grande satisfação de estar aqui. O diretor, professor Josué, é uma pessoa que eu admiro há muitos anos e a Faculdade 2 de Julho muito me honra pela sua tradição. Venho aqui porque entendo ser muito importante a participação dos estudantes no processo sucessório do comando da cidade, tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo. Acredito ser de fundamental importância essa participação. Dizer que na política não existe políticos de bem é querer generalizar. É como você condenar todos os profissionais de saúde por causa de uma falha médica realizada por outro profissional. Eu sou contra a esse alheamento, afastamento do cidadão em relação ao voto e participação na política. Como sou contra aos que defendem o voto nulo, como forma de protesto. Temos que participar para que possamos cobrar. Bertold Brecht já dizia: “o pior analfabeto é o analfabeto político”.
Está se chegando ao final do meu mandato. No Brasil, o mandato do Executivo é de quatro anos. Entendo que seja muito pouco tempo para você arrumar a casa, avançar em relação as conquistas, em uma sociedade que é muito desigual. As políticas públicas para distribuir melhor a renda, promover justiça social, sofrem muita resistência. Para acabar com essa desigualdade é preciso quebrar muitos privilégios, paradigmas, enfrentar certos poderes estabelecidos da comunicação local. Então fica mais difícil você promover uma distribuição de renda, sobretudo aqui no nordeste, onde existe um controle muito forte da mídia. Com isso quatro anos se faz um tempo muito exíguo. O mandato do poder Executivo no Brasil deveria ser entre cinco e seis anos. E se pudesse haver a coincidência das eleições melhor ainda, porque se reduz custo e o trabalho rende mais, tanto para os Estados quanto para os municípios.

F.A.: Todos os outros candidatos estão propondo que Salvador precisa de uma reforma educacional. Qual é a proposta da sua candidatura para a educação?
J.H.: A educação é o caminho que nós temos para a ascensão social. Salvador ocupava a 26ª posição no IDEB (Índice de Educação Básica) quando assumi a prefeitura. Tirando Brasília, nós temos 26 capitais, então a cidade detinha a última posição no IDEB. Atualmente ocupamos a 16ª posição.
A nossa meta é disputar o primeiro lugar. Em três anos passamos dez capitais, por que não conseguiremos partir para primeiro nos próximos anos? Por isso, qualificamos os professores, que tiveram reajustes salariais em 36% em três anos e meio, quando a inflação nesse período foi de 14%. Começamos nesses três anos o curso de inglês e para o ano teremos o curso de espanhol nas escolas.
Em relação à merenda escolar, nós temos 180 mil alunos, e eles têm como principal refeição do dia, a merenda. Quando assumi encontrei as crianças tomando chocolate com água. Hoje não! Hoje o cardápio é variado, nós melhoramos muito a qualidade da merenda.
O ensino informatizado com a qualificação e a capacitação iniciando-se também na sala de aula foi outra conquista. Atualmente, 100% das nossas escolas têm inclusão digital, têm ensino de computação, têm informática. Foi uma revolução silenciosa e queremos cada vez mais trabalhar na qualidade do ensino público de Salvador.
F.A.: Uma última pergunta candidato: Como especificamente a guarda municipal irá agir, o que a cidade poderá esperar de melhor em relação à segurança? A segurança é atribuição do governo e a prefeitura não tem verba para isso, de onde virá esse dinheiro?
J.H.: O problema que está imposto a Salvador, da violência, da segurança pública é conseqüência da desigualdade social, da concentração de renda que se cultiva no Brasil há muito séculos. A forma para alterar esse quadro seria uma educação de qualidade. A falta da educação, informação, oportunidade ao longo desses quatro séculos e meio de Salvador levou a essa situação, com o aumento da violência. Salvador viu sua população aumentar em 500 mil habitantes nos últimos oito anos. O equivalente a uma Feira de Santana. Isso causa um impacto social, econômico, e sobretudo na segurança pública muito grande.
É um crime transferir todo o problema da segurança pública para os municípios. A Constituição é clara quando diz que a segurança pública é responsabilidade do Estado. Para prevenir e dar segurança pública começamos com um programa chamado “Banho de Luz” reduzindo a violência. Ao assumir o comando da cidade encontramos um dado estatístico muito grave que era 20 assaltos a ônibus por dia. Atualmente são seis. Como nós reduzimos isso? Primeiro com faixa exclusiva para ônibus coisa que Salvador não tinha. Junto a isto instalamos câmeras filmadoras em 78% da frota. Cada ônibus possui quatro equipamentos e hoje já temos cerca de 1.880 dos 2.200 ônibus da cidade equipados com câmeras de segurança.
Estaremos criando o projeto “Trans-salvador” que será uma revolução no transporte coletivo e particular. Nós vamos também desconcentrar o transporte coletivo que hoje é única e exclusivamente dependente do tradicional ônibus para outros modais. O metrô, cuja primeira etapa vai ser entregue em dezembro, a via náutica, que já será aumentada até o mercado modelo e as ciclovias farão parte do projeto.

18 setembro 2008

Imbassahy fala propostas de governo ao Espaço Novo Jornalista

O candidato do PSDB a prefeitura de Salvador, Antônio Imbassahy, esteve na Faculdade 2 de Julho para um debate com os universitários nesta segunda-feira. Foi uma oportunidade para apresentar suas propostas para um possível mandato, caso seja eleito. O candidato conversou com Fagner Abrêu do Espaço Novo Jornalista e Folha Salvador antes do diálogo com os estudantes.

Fagner Abrêu: Candidato. O seu maior trunfo na campanha eleitoral é o desempenho dos seus governos anteriores. Nessa época o senhor tinha todo o apoio dos governos Federal e Estadual. Caso ganhe as eleições pelo PSDB, partido que não tem boas relações com o Democratas aqui na Bahia e que faz oposição ao governo do PT nacionalmente, como articular a base de sustentação do seu governo?
Antônio Imbassahy: Bem. Eu governei Salvador por dois mandatos pelo PFL, de 1997 a 2004. Com a Constituição de 1988 as prefeituras tiveram mais autonomia. As verbas que vêm do Governo Federal já caem direto nas contas da prefeitura, sem passar pelo Estado. Em relação ao governador Jacques Wagner nós fazemos parte da base de apoio do seu governo. Nós apoiamos a sua candidatura ao governo do Estado e com o presidente Lula eu tenho uma boa relação. No dia do lançamento da minha candidatura a prefeito de Salvador, o governador esteve presente e disse que muito alegrava a ele caso eu ganhe as eleições. Depois com a candidatura de Pinheiro ao prefeitura, candidato do seu partido, ele disse que era o candidato dele, o que é normal. Então não vejo que terei problemas em uma futura administração em relação aos governos Federal e Estadual.

F.A.: O prefeito João Henrique em entrevista ao Folha Salvador, afirmou que ao assumir a prefeitura encontrou a educação ocupando a 26ª posição no IDEB no ranking das capitais do país. Atualmente a capital ocupa a 16ª posição. Em tese, houve melhorias. O que o senhor vai manter e o que vai mudar caso seja eleito?
A.I.: Esse índice do IDEB não é padrão até porquê ele flutua muito. Mas em relação à educação em meu governo ela foi muito bem trabalhada. Construímos escolas municipais de primeiro e segundo graus, capacitamos os professores dando graduação plena, criamos o Portal Universitário, onde as faculdades privadas dão descontos aos professores da rede municipal para graduação e pós graduação, aumentamos o número de professores, merenda escolar de qualidade. Criamos o IPS, Instituto de Previdência do Servidor, e que com a gestão atual não está funcionando bem.

F.A.: Em seus dois mandatos o senhor construiu apenas 25 postos de saúde. Uma de suas propostas para essa gestão é construir 100 postos. De onde virá esse dinheiro, considerando que as dificuldades devem ser maiores?
A.I.: Quando acabou o mandato deixei 117 postos de saúde, todos eles funcionando, e funcionando bem. A maior receita que a prefeitura recebe em relação a saúde vem do Governo Federal e equivale a 75% um total de quase R$ 750 milhões. O restante é da receita do próprio município. Bem, para se montar um posto de saúde se gasta cerca de R$ 300 mil, sendo ele completo, com equipamentos. Então é possível. Eu consegui na outra gestão, sendo que naquela época o Brasil enfrentara inúmeras crises e os recursos estavam mais difíceis por parte do Governo Federal. Hoje o Brasil está mais preparado e não vejo dificuldades. Pretendo construir mais três maternidades para atender as regiões de Itapuã, São Cristóvão, Mussurunga, Subúrbio, Cajazeiras e Fazenda Grande. A vaga garantida para o parto onde ela, a mãe, ganhará uma carteira onde estarão contidos seus dados pessoais e mais o mês previsto para o parto e onde ela ganhará o bebê. É possível trabalhar para o bem estar do povo.

Antes de iniciar o debate com os estudantes, o candidato ainda falou sobre suas propostas em relação a cultura. Imbassahy afirmou que devido aos inúmeros problemas que a saúde, a educação, a segurança pública têm vivido na atual gestão, a cultura tem perdido espaço. Porém, o candidato frisou que Salvador é o berço cultural do Brasil e que este potencial tem que ser explorado. Ele afirmou que pretende revitalizar o Pelourinho e investir no poder cultural do povo de Salvador. Pretende criar espaços para eventos nos bairros e dar apoio às bandas de música, grupos de dança, teatro, artes, artesanato, capoeira, entre outros.

19 agosto 2008

Paratleta baiano é esperança de medalhas em Pequim

O campeão baiano de triátlon de 1998, Marcelo Collet, à época com 17 anos, fora convocado para disputar o mundial da modalidade na Suíça. O sonho foi interrompido por um acidente, envolvendo um carro e sua bicicleta, enquanto treinava na Avenida Magalhães Neto. O farol do carro atingiu sua perna esquerda, na altura do joelho, lesionando o nervo ciático, causando perda de parte da musculatura da perna. Começava aí a longa trajetória de superação do atleta que vai representar a Bahia nas Paraolimpíadas de Pequim.

A vontade de voltar a competir era tamanha que apenas quatro meses após a cirurgia, mesmo sem poder se movimentar direito, Collet caiu na piscina para fazer a fisioterapia e voltar a nadar. “Com o acidente eu perdi o movimento e a sensibilidade na perna esquerda. Tive que reaprender a utilizar meu corpo”, relata.

Sem condições para continuar no Triátlon, Collet investiu na natação paraolímpica. “Com o acidente eu acabei partindo para caminhos diferentes, conhecendo o esporte paraolímpico e, a partir daí, consegui renovar os meus objetivos”, conta o atleta.

Com o apoio do Comitê Paraolímpico Brasileiro e do Programa FazAtleta, Marcelo Collet já conquistou títulos importantes. No ParaPan Rio 2007, foi bronze em três provas individuais e ouro em revezamento. Agora, aos 27 anos, o atleta se diz pronto para disputar as Paraolimpíadas de Pequim, marcadas para o início do próximo mês. Para aumentar suas chances, ele treina no México, pois em altitudes elevadas o ar se torna rarefeito, sendo a oferta de oxigênio menor. Com isso, o corpo humano aumenta a concentração de glóbulos vermelhos o que ajuda a transportar melhor o oxigênio. “É a primeira vez que estou fazendo este tipo de treinamento. Já é uma técnica que vários atletas vêm usando para obter melhores resultados”, explica.

Falta de estrutura compromete presente e futuro do esporte em Salvador

Em pleno ano olímpico, a população de Salvador se depara com um problema que envolve a prática do esporte em todas as modalidades. A falta de infra-estrutura dos estádios e ginásios faz com que atuais e futuros atletas tenham dificuldades para evoluir do amadorismo para o profissionalismo, não conseguindo disputar grandes campeonatos.

No final de 2007, o Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova, foi interditado depois do acidente no jogo entre o Bahia e o Vila Nova, quando sete pessoas morreram após o desabamento da arquibancada. Com a tragédia, e por não apresentar dimensões oficiais, de acordo com os padrões nacional e internacional, o Ginásio Antonio Balbino (o Balbininho) foi também interditado.

Assim, não há espaço para o treino nas modalidades como basquete, vôlei, futsal e handebol, e não há como trazer eventos esportivos, além do futebol, para a capital baiana. “Nós estamos abaixo da crítica em relação ao resto do País”, afirma o presidente da Federação Baiana de Futsal, Hylberto Almeida. “Em Salvador, nos esportes de quadra, não vamos a lugar nenhum por falta de um ginásio esportivo”, acrescenta.

Em relação à natação não é muito diferente. Na cidade, existe apenas uma piscina com dimensões olímpicas, a do Parque Aquático da Bahia (Fonte Nova), que corre o risco de ser desativada. “Com o fechamento da Associação Atlética da Bahia e do Clube Português, perdeu-se duas piscinas olímpicas, sobrando apenas a Vila Olímpica, que, com o problema da Fonte Nova, também está ameaçada. Se tiver obras, a gente vai ficar sem piscina olímpica”, alerta o nadador Marcelo Collet, representante baiano nas Paraolimpíadas de Pequim.

O Governo da Bahia mantém o Programa FazAtleta, que tem o objetivo de estimular a formação e desenvolvimento de novos atletas, mas que não prevê a criação e ocupação de espaços apropriados para isto. Assim, o programa se torna ineficiente.

“Salvador por muitos anos foi uma cidade voltada apenas para o Carnaval e festas populares e se esqueceu de investir no esporte”, afirma Bruno de Barros, assessor chefe da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Salvador (SMEL). A secretaria, com a intenção estimular novos atletas, estuda a criação de uma arena esportiva multiuso – com piscina, pista de atletismo e quadra poliesportiva. “O processo de criação desta arena já está na fase de contratação e provavelmente será no subúrbio de Paripe”, informa Barros.

A Secretaria de Esporte também anuncia que desenvolve estudos para a criação de um centro de formação de pugilistas. “Nós queremos trazer para Salvador um centro de alto rendimento para o esporte, pois temos uma safra muita grande de atletas aqui na cidade”, afirma Adonias Rios, coordenador de Lazer e Entretenimento da SMEL, com base no fato de que cinco dos oito atletas brasileiros convocados a Pequim são da capital.

Para Marcelo Collet, a falta de infra-estrutura para a prática de esportes pode impedir a transformação de promessas em talentos. “Uma coisa básica no esporte é a infra-estrutura e se não tiver, a gente não vai colher frutos como Allan do Carmo (maratona aquática), Verônica Almeida (natação paraolímpica) e eu”, diz.

17 julho 2008

Kleber do Palmeiras fala sobre a vitoria em cima do Fluminense



Atacante do Palmeiras fez questão de exaltar a força do grupo do Palmeiras, que nesta quarta-feira, mesmo sem o artilheiro Alex Mineiro, venceu o Fluminense por 3 a 1.

03 julho 2008

Ingrid Betancourt está livre

Após seis anos aprionada pelas FARC (Força Armada Revolucionária da Colombia) a senadora Ingrid Betancourt foi libertada.

A operação que levou ao resgate de Ingrid Betancourt e mais 14 reféns foi executada com muita precisão por um grupo da inteligência das Forças Armadas Colombianas.

A operação resgatou a política Ingrid Betancourt, os americanos Thomas Howes, Marc Gonsalves e Keith Stansell - ligados ao Departamento de Defesa de seu país - e 11 militares e policiais colombianos.

Veja as primeiras palavras da senadora após ser libertada









A senadora estava em poder das FARC por seis anos. Em um video apresentado há alguns anos ela parecia debilitada. Ela apresentava quadro de hepatite B, Leshimaniose e problemas cardíacos.

Ao ser libertada encontrou com sua mão Yolanda Pulecio e seu marido Juan Carlos Lecompte.

Seus filhos Lorenzo e Melanie vieram no avião presedencial da França e chegou em territorio colombiano às 10h20 (horário de Brasília). "Da última vez que vi meu filho, Lorenzo era pequenininho. Lembro-me de quando ficávamos brincando na cama e peço a ele que me perdoe porque mesmo agora que está tão grande ainda quero brincar", disse a ex-refém. "Tantas coisas que quero dizer-lhes", disse Ingrid.

Vestida de preto e acompanhada pela mãe Yolanda Pulecito e de seu marido Juan Carlos Lacompte, Ingrid subiu as escadas do avião e abraçou emocionada os filhos. Além dos filhos, no avião vindo da França viajaram a irmã da ex-senadora e o chanceler francês Bernard Kouchner.

A ex-refém das Farc levava um terço em uma das mãos. "É o momento mais forte de emoção da minha vida, finalmente ver minha mãe de novo. Tínhamos muito medo das operações militares, que houvesse sangue", disse Melanie. "Quando vi os reféns liberados em janeiro, em fevereiro, fiquei feliz por eles, mas mal podia esperar a hora que fosse a minha mãe e agora chegou essa hora."

"Foi por meus filhos que segui com vontade de sair da selva", diz Ingrid ao reencontrar Melanie e Lorenzo.

Veja os videos sobre a notícia de libertação de Ingrid Betancourt







01 julho 2008

Prefeitura de Paramirim pode está envolvida em fraude

A prefeitura da cidade de Paramirim, a 750 km da capital, Salvador, cidade localizada no sudoeste do Estado, pode está envolvidas em fraude. O cidadão e engenheiro agrônomo José Arlindo, enviou uma carta ao presidente do Legislativo de Paramirim, vereador Antonio Robson Martins, para que apurasse alguns contratos assinados pelo prefeito Sílvio Humberto Louzada Magalhães.

Segue a Carta:

Paramirim, 14 de maio de 2008
Excelentíssimo senhor:
Dr. Antônio Robson Bittencourt Martins
MD. Presidente Legislativo Municipal
Paramirim - BA

Senhor Presidente,

Investido nas garantias constitucionais inerentes ao cidadão brasileiro, solicito investigação de fortes índices de irregularidades nas contas do ano de 2006 do gestor Srº. Silvio Humberto de Magalhães Louzada, Prefeito da nossa Cidade Paramirim. Para orientação de Vossa Excelência, encaminho em anexo documentos extraídos de veículos oficiais de publicações municipais:

1- Concorrência pública nº. 1/2006, no valor de R$ 9.512.175,68 (nove milhões, quinhentos e doze mil, cento e setenta e cinco reais e sessenta e oito centavos).

2- Documentos que evidenciam a contratação de empresa com o objetivo de reformar o Centro de Saúde Drº José Antônio Meira e Centro de Atendimento Psicossocial - CAPS, neste município, sendo a mesma reforma, também realizada diretamente pela Prefeitura. O mais grave, é que o Centro de Saúde não passou por nenhuma reforma significativa como mostra fotos em anexo, para conformação, solicito que se faça visita ao referido estabelecimento.

3- Documentos que evidenciam a contratação de empresas para fornecimento de materiais destinados ao viveiro de mudas florestais, conforme convenio 007/2006. Entretanto, outra empresa forneceu os materiais, conforme notas fiscais nº.s 002098 e 002100.

4- solicito a investigação do contrato nº. 12/2006, cuja contratada: Empresa Comercial Cirúrgica Rio-clarense Ltda., forneceu medicamentos destinados a assistência à farmácia Básica, Programa e Fundo Municipal de Saúde, no valor de R$298.278,82, ainda assim, consta em notas, que a entrega de todos estes medicamentos não interrompeu o ritmo das compras com medicamentos com a mesma finalidade, situação se agrava quando a Prefeitura recebeu da referida empresa, 10(dez) computadores de brinde.

Agradeço antecipadamente a atenção que Vossa Excelência dispensar ao assunto, que diz respeito a todos nós cidadãos Paramirinhense.

Atenciosamente

José Arlindo B. Santos
Engenheiro Agrônomo

30 junho 2008

Reconstruçao do World Trade Center poderá levar anos

A construção do ambicioso projeto para substituir o World Trade Center destruído nos atentados de 11 de setembro de 2001 sofrerá um atraso de vários anos e custará 3 bilhões de dólares a mais que o previsto, revelou nesta segunda-feira The Wall Street Journal.
Segundo o jornal, entre as obras projetadas, a simbólica "Torre da Liberdade" não estará terminada até pelo menos o final de 2012 e um terminal do metrô previsto para 2011 se atrasará de um a três anos.

A Autoridade portuária de Nova York e Nova Jersey, entidade proprietária do terreno onde se encontravam as Torres Gêmeas do World Trade Center (WTC), anunciou nesta segunda-feira que vai apresentar um informe sobre o estado das obras, que, segundo o jornal, não apresentar cifras ou datas.

Os atrasos implicam que as obras não estarão terminadas para 2011, data simbólica do décimo aniversário dos ataques reivindicados pela Al-Qaeda, que deixaram cerca de 3.000 mortos.
As autoridades esperam terminr ao menos nessa data um memorial em homenagem às vítimas.

A reconstrução do WTC foi alvo de inúmeras polêmicas na hora de escolher os projetos ou arrecadar financiamento.

Reveja os Ataques no dia 11 de setembro de 2001