PLANTÃO ÚLTIMO SEGUNDO

13 outubro 2006

Esse soneto foi feito no dia 22 de outubro de 2001. Passados dez dias do ataque ao World Trade Center.

E ele começa assim:

A cada dia que um novo dia nasce
Vejo ao passar do tempo, ele morrer
Enquanto eu encubro a minha face
Um mar de escuridão passa a prevalecer

O vento bate e leva o resto da esperança
E a dominação, na minha frente, vence
Na praça do clone, prevalece a matança
e mesmo caída não se convence

Porém, no fundo do meu túnel, uma luz
E aos poucos vejo moinhos de vento caídos
E enclausurada ainda esta minha liberdade

E com coragem prego o morcego na cruz
E no meu refugio a luz faz sumir alaridos
E eu vivo do Infinito... à eternidade.

2 comentários:

jessica disse...

"A cada dia que um novo dia nasce
Vejo ao passar do tempo, ele morrer."
Brilhante observação.
Hoje com tantos problemas eu vejo que essa frase se encaixa em muitos fatores. Parabéns pelo soneto.
Beijos!

Ieu_jone disse...

Olá faz tempo que tento deixar meu comentário e não consigo. gostei muito, apesar da concorrência, vou ficar freguês. PARABÉNS!!!